A Associação Angolana de Apoio a Pessoas Autistas (AAAPA) em Benguela aconselha pais e encarregados de educação que não isolem as crianças do convívio com outras, sob pena de transformá-las em “máquinas para a discriminação”. Em declarações à imprensa, à margem de uma actividade que visou assinalar o 2 de Abril, dedicado à consciencialização do autismo, o presidente dessa instituição, André Luciano, admitiu a existência de famílias que, inclusive, se têm isolado socialmente por ter, no seu seio, alguém com a doença
No dia mundialmente dedicado à consciencialização do autismo, a associação afim, que controla, em Benguela, 17 crianças autistas, aconselha pais e encarregados de educação para a necessidade de mais atenção às crianças com essa doença. O presidente da Associação Angolana de Apoio a Pessoas Autistas em Benguela, André Luciano, reclama de comportamento preconceituoso contra pessoas vivendo com autismo, ao sugerir que a sua instituição tudo faz para inverter cenários relativos à forma como maior parte delas tem sido tratada.
André Luciano desmistifica a ideia de acordo com a qual o autista é uma pessoa com problemas esquizofrénicos e aconselha a sociedade a ter uma outra postura em relação a elas. O responsável aponta a discriminação como um dos maiores males para os autistas.
“Quanto mais a gente optar por comportamento discriminatório, mais estaremos a contribuir para a regressão, para não desenvolvimento ou não evolução dessa criança”, adverte. Declara que, nos dias que correm, muitas famílias se têm isolado socialmente em decorrência de discriminação de que membros seus sofrem.
POR: Constantino Eduardo, em Benguela
Leia mais em








