A apóstola Ernestina da Silva Diogo Matias foi, neste Domingo, 22, oficialmente distinguida como conselheira anciã da Ordem de Pastores de Angola, um ano após ter sido elevada à condição de matriarca espiritual da Nação.
A cerimónia, marcada por solenidade, emoção e reverência, reuniu líderes religiosos, autoridades governamentais, diplomatas e diversas figuras ligadas à religião.
Durante o acto, a apóstola Ernestina recebeu a distinção das mãos da própria Ordem, reforçando seu papel de liderança espiritual no país.
Em declarações hoje ao Jornal OPAÍS, Ernestina Matias destacou que vê a nomeação não como um título, mas como uma missão divina de cuidar, orientar e fortalecer o corpo de Cristo em Angola.
Segundo a responsável, pretende investir na formação espiritual e ética dos líderes, promovendo a unidade entre ministérios e incentivando uma liderança baseada em valores sólidos.
O momento, segundo a apóstola, simboliza a relevância da fé na transformação social e na construção de uma Angola mais justa e equilibrada.
“Quando diferentes sectores da sociedade se unem, revela-se um reconhecimento do valor espiritual na promoção da paz, da moral e da coesão social”, disse.
Sobre a participação feminina na liderança religiosa, Ernestina Matias sublinhou a importância crescente das mulheres no ministério.
“A liderança feminina não é uma excepção, mas uma realidade que deve ser valorizada e respeitada. As mulheres são instrumentos poderosos na edificação espiritual da nação”, vincou.
Questionada sobre como gostaria de ser lembrada, a apóstola enfatizou que quer ser recordada como “uma serva de Deus, fiel ao seu chamado, que impactou vidas, promoveu a unidade e deixou um legado de fé, amor e transformação”.
Entidades presentes no evento
Entre os presentes estavam o reverendo Zunzi António e o novo bastonário da Ordem de Pastores, reverendo Hamilton dos Santos, assim como representantes do Governo, de partidos políticos, de entidades eclesiásticas e do corpo diplomático, incluindo o embaixador de Israel.
Recorde-se que a apóstola Ernestina Matias foi a primeira mulher a ocupar a posição de matriarca espiritual da Nação.








