A ministra da Saúde, Silvia Lutucuta, revelou, na cidade de Cabinda, que o país tem, neste momento, o registo de 289 casos positivos de pessoas infectadas com o vírus de Mpox (varíola dos macacos), com idades compreendidas entre os quatro e 65 anos. Segundo Sílvia Lutucuta, dos 289 casos positivos notificados ao nível nacional, 200 estão em Cabinda
O s dados públicos disponíveis sobre os casos de Mpox confirmam uma progressão muito rápida da varíola dos macacos em Cabinda, uma situação que está a deixar as auto- ridades sanitárias do país bastante apreensivas. Dados estatísticos apurados pelo jornal OPAÍS em Cabinda indicam que a evolução da doença é muito significativa, já que, em Maio do corrente ano, haviam sido notificados dois (2) casos confirmados.
No mês seguinte, houve o registo de 16 casos e, em Julho, 61 casos. No dia 4 de Agosto, os números subiram para cerca de 109 casos e, na sexta-feira, 14, a ministra da Saúde revelou a notificação de 200 casos positivos confirmados. Com a preocupação do aumento de casos de Mpox na província e, no âmbito das suas atribuições, a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, deslocou-se a Cabinda para uma acção de supervisão e orientação metodológica. “Por essa altura, temos um total de 289 casos a nível nacional e 200 casos estão aqui na província de Cabinda”, afirmou a ministra da Saúde, ressaltando que o município de Cabinda é o que regista maior número de casos.
A nível nacional, a província de Cabinda apresenta um quadro preo- cupante quanto à subida de casos da doença da varíola dos macacos. Apesar desse quadro preocupante, a ministra assegura que a situação epidemiológica da doença em Cabinda está sob controlo das autoridades da saúde. Para além de Cabinda, a minis- tra apontou o município de Luau, província do Moxico, com o registo de alguns casos com números um pouco preocupantes. Apesar dos números apresentados, de acordo com Sílvia Lutucuta, o país ainda não registou nenhuma morte por Mpox, mas já teve casos de doentes graves com infecções generalizadas.
POR: Alberto Coelho, em Cabinda





