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Taxistas ameaçam paralisar caso o preço do combustível suba

Jornal Opais por Jornal Opais
29 de Janeiro, 2018
Em Sem Categoria

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O presidente da Associação Nova Aliança dos Taxistas (ANATA) confirmou a mobilização de membros, no sentido de paralisarem as suas actividades, a nível nacional, três dias por cada semana, caso o preço dos combustíveis venha a subir. Os taxistas não tencionam aumentar a tarifa de táxi a 200Kz

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Geraldo Wanga, presidente da ANATA, que falou em exclusivo ao jornal OPAÍS, deixou claro que não há nenhuma intenção de os taxistas subirem o preço da corrida de táxi, uma vez que tal medida “vai deixar mais pobre o povo”. O seu alerta vai para o facto de que não reagirão de bom grado caso o preço dos combustíveis suba novamente.

A princípio, estavam dispostos a subir a tarifa de táxi de 150 para 200 Kz, mas a ANATA recebeu várias cartas e telefonemas, principalmente da sociedade civil, a pedir que não procedessem daquela forma, pois “a vida ficaria mais difícil para os que têm baixo poder aquisitivo”. “Assim, tivemos de repensar a nossa decisão, mas impomos duas condições: que a actividade de táxi seja subvencionada, tal como as transportadoras TCUL e a Macon são.

Havendo uma subvenção, não haverá necessidade de subirmos o preço do táxi. Não procedendo desta forma, pretendemos parar três dias, por cada semana, até que o preço do combustível baixe”, garante.

De acordo com Geraldo Wanga, os seus associados das outras províncias como o Bengo, Huíla e Benguela estiveram reunidos também e apenas aguardam pelo seu sinal, como presidente, para paralisarem, como jeito de reivindicação. “Não vamos dançar a mesma música do Governo, que sobe cada vez mais os preços de tudo. Não vamos subir e sim reivindicar contra a subida, paralisando 3 dias por semana”, reforça.

Para Wanga, não se deve pensar na diversificação da economia com estas constantes subidas de preços. É importante que o Estado se organize, pois, pelo número de taxistas existentes no país, perde muito nos impostos, caso não esteja organizado. Há ainda, acrescentou, a necessidade de se desenvolver uma campanha nacional de auscultação, porque acredita que existem ideias boas na população.

Importa frisar que a primeira paralisação dos taxistas, com maior expressão, foi organizada pela ANATA em 2015 e provocou imensos transtornos na mobilidade da população, principalmente na cidade capital. Agora, a mesma associação garante que desta vez tudo vai voltar a parar.

Taxistas no combate à criminalidade

Por outro lado, a mesma associação de taxistas tem em carteira um projecto, denominado “Eu sou Taxista e Faço pelo meu Município”, em que estes profissionais são chamados a participar de forma activa na resolução dos problemas nos municípios onde vivem, como manutenção da ordem e tranquilidade pública, organização de paragens, bem como a promoção da condução harmoniosa e tranquila.

A primeira fase do projecto, que mostra a disponibilidade de a ANATA trabalhar com as administrações, será apresentado e executado na segunda quinzena do mês de Fevereiro, mas ensaiou-se uma sessão piloto Sábado último, no município do Kilamba Kiaxi. Na ocasião, desenvolveram, com a ajuda da Direcção Municipal de Tráfego e Mobilidade, campanhas de sensibilização.

“Conversámos com alguns peões no sentido de fazerem a travessia nos locais próprios, redefiniuse as paragens de táxis para melhorar a fluidez do trânsito, conversámos com alguns populares sobre a venda em locais impróprios, etc. É possível implementar o mesmo projecto em todos os municípios, mas precisamos do apoio das respectivas administrações”, disse.

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