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Pesca por arrasto afunda recursos e deixa Governo sob alerta

Consumir peixe em Benguela, segundo maior produtor em Angola, transformouse num luxo. Pesca por arrastão, associada à exportação de grande parte do pescado, tem sido apontada por pescadores como factor para a escassez do produto na costa marítima de Benguela. Governo reforça medidas com legislação

Jornal Opais por Jornal Opais
15 de Maio, 2024
Em Sem Categoria

Lá se foram os tempos em que se consumia o famoso peixe fresco, aquele saído do mar directamente para o prato – recorda o pescador artesanal conhecido por Tio Lê, morador do bairro do Tchipiandalo, em Benguela. O pescador sustenta que, nos dias que correm, eles se vêem obrigados a percorrer várias milhas à procura de peixe.

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Eles e os seus companheiros a bordo de uma embarcação artesanal têm o Namibe, Cuanza-Sul e o Zaire como zonas preferenciais aonde vão, regularmente, à procura de peixe.

Associa os naufrágios e desaparecimento de pescadores à falta de peixe em áreas de Benguela. “Porque nós temos de ir muito distante, mano. Por isso mesmo é que muitos colegas desapareceram e tem que se ir nas zonas distantes”, dá nota o pescador artesanal.

O peixe capturado por pescadores como Tio Lê é comercializado nos bairros do Matadouro e Tombas, este último o maior mercado a céu aberto na venda do produto no município de Benguela.

Quem se desloca para essas zonas, geralmente se confronta com cenários de pescadores na praia sem esperança alguma de voltar a fazerse ao mar, uma vez que a primeira tentativa tenha redundado em fracasso.

Vendedores e compradores não estão a reconhecer os tempos que correm numa província tradicional no que se refere à captura de peixe, principalmente em zonas como a Baía-Farta, Praia do Bebê, Equimina, Lobito Velho, para citar apenas estas.

“A quantidade de pescado saído dessas zonas era suficiente para alimentar grande parte de Angola. Com ajudinha do Namibe, num passado recente, se garantia peixe para o centroSul de Angola”, disse uma fonte das Pescas.

Para alguns compradores, custa crer que três peixes carapau custe 2.500 kwanzas, valores que até amedrontam quem tem de levar, pelo menos, um peixe para a alimentação dos membros do seu agregado familiar.

“É lamentável. A cada ano que passa notamos que há escassez de peixe”, disse o pescador Pachi Sabino, descrevendo várias dificuldades em capturar peixe, até a sardinha que era bastante vulgar.

“O peixe está difícil, as pessoas reclamam do preço”, queixou-se, acrescentando que praticam esse preço para obter algum rendimento.

“Têm de pôr um travão nisso, assim não dá. O Governo tem de fazer alguma coisa. Muitas famílias dependem disso”, implora o pescador Armando, ao afirmar que, caso o quadro se mantiver, muitas famílias hão-de ter a situação social ainda mais agravada do que está.

Encarecimento do produto

Actualmente, uma caixa de peixe carapau está acima de 60 mil kwanzas, contrariando os 30 mil anteriormente praticados. O mesmo não se diz em relação a outras espécies.

Deolinda Pires, vendedeira há 20 anos, não tem dúvidas de que a escassez se deve, fundamentalmente, à pesca desordenada, tendo responsabilizado o Governo pelo estado de coisas a que se chegou.

“O peixe está a ir fora do país, por causa dos arrastões. E agora o quê vamos fazer, é só prejuízo.

Quer dizer os elefantes lutam e o capim sofre. O capim somos nós, o povo”, explicou-se à TV Zimbo. O Governo aponta, dentre os factores, a diminuição da biomassa.

O director do Gabinete das Pescas, José Gomes da Silva, revela que cerca de 90 por cento de embarcações que operam nesta província são tradicionais.

“Estamos a falar dos nossos cerqueiros, todas estão confinadas no Namíbe”, em função da configuração dos mares daquela província.

O responsável teme que o cenário vigente resulte em despedimentos no sector, em função da incapacidade financeira de alguns empresários devido à escassez de pescado nos mares de Benguela.

“E, pelo pronunciamento de muitos, temos tido várias reuniões com armadores que aventam mesmo a hipótese de, num futuro próximo, estarem a despedir pessoal”, admite.

 

Por: Constantino Eduardo, em Benguela 

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