OPaís
Ouça Rádio+
Qua, 8 Abr 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Falta de água potável nas escolas pode levar alunos à fraca assimilação

Alberto Bambi por Alberto Bambi
15 de Fevereiro, 2023
Em Sem Categoria

Parecendo que seja um problema mínimo, a falta de políticas eficazes para garantir água potável nos estabelecimentos de ensino pode contribuir para o insucesso escolar

Poderão também interessar-lhe...

A ciência ao serviço da saúde de todos

Crise interna no PHA persiste apesar da mediação do Tribunal Constitucional

‎Palestra sobre Lei Contra a Violência Doméstica reúne mais de 200 funcionários do Porto do Lobito

A médica Edna de Alegria disse que a desidratação, por falta de água, nas escolas, pode levar a desmaios, fraqueza muscular, alucinações e até mesmo a uma fraca assimilação da matéria. A falta de água, no seu organismo, vai levar à desidratação, o que também diminui a oxigenação e a actividade eficaz do cérebro. A essa dificuldade, Edna de Alegria juntou a obrigação de os alunos, na sala de aula, terem de pedir permissão aos professores para irem beber água, uma medida que faz muitas crianças preferirem privar-se do precioso líquido, às vezes trazido por si, a vencerem a timidez.

O outro lado do problema, paralelamente analisado pela especialista em Ciências da Saúde foi o facto de que, quando há esse líquido vital nas escolas não é tratado, sendo armazenado de forma mui- to condicionada, em situações de pouca salubridade e segurança. “Esta água pode estar contaminada com bactérias ou elementos não propícios, em quantidades elevadas, como minerais, chumbo e outros químicos que podem causar também doenças, designadamente infecções, diarreias agudas, vômitos e até mesmo provocar mor- te por intoxicação”, aclarou a médica.

A carência de água ou o consumo do líquido não tratado, nas escolas, pode acarretar sérios problemas às crianças, sobretudo nessa altura em que há altas temperaturas, na maioria das cidades de Angola, principalmente durante o dia que coincide com os períodos em que os infantis vão àescola. Edna de Alegria referiu-se sobre especialistas da Organização Mundial de saúde (OMS), para recordar que cada indivíduo deve beber 35 mililitros (ml) de água, por cada quilograma de peso, sendo que uma criança, em idade escolar, com pelo menos 18 ou 20 quilogramas, deve ingerir de 500 ml a um litro de água, uma vez que, na medida em que for crescendo, a necessidade é maior.

“Então, nós vamos dividir isso pelas horas activas dessa criança. Tudo bem que o dia tem 24 horas, mas a pessoa não faz um consumo por esse tempo todo, fá-lo, sim, entre oito e dez horas. A quantidade do referido líquido precioso deve ser dividida por esse tempo, o que nos fará estimar um consumo aconselhável de 100 mililitros, de duas a duas horas”, avaliou o especialista, tendo recomendado às famílias a darem aos meninos a levar à escola um recipiente de 250 ml, para cobrir o período que ela estiver na escola.

Adiantou que a melhor forma de transporte e acondicionamento do precioso líquido a dar às crianças é nos “cantis”, que não precisam ser térmicos, mas revestidos de um plástico mais resistente, a fim de se evitar a reflexão directa dos raios solares, sob o risco de corroer e contaminar o plástico e, consequentemente, o líquido. Informou que, hoje, já há mais facilidade de encontrarem-se esses “cantis” plásticos, a serem comercializado nas ruas e avenidas.

Edna aconselha a não se optar por garrafas plásticas moles. Para ela, o professor também deve adoptar consumo de água regular, de modo a manter-se hidratado, preservando, desse modo, a sua saúde física e vocal, porque, segundo a médica, as cordas vocais, ao se tornarem aquecidas, precisam de estar hidratadas, para que a voz saia de uma maneira mais fluida, com uma fonia e tonia adequada, para que se faça compreender. “Essa prática de consumo regular também vai permitir que o raciocínio seja transmitido de uma maneira clara, para que esse professor, por conta de uma desidratação, não confunda a matéria.

A precaução serve para prevenir episódios como dor-de-cabeça, por muito falar e desidratação ou até mesmo desmaio e mal-estar perante os alunos”, detalhou Edna de Alegria. O consumo regular de água contribui para um bom exercício de explicação, de passagem de conteúdo e para que o professor consiga fazer isso com qualidade e rigor esperado, soube O PAÍS da médica, que aconselhou os docentes a manterem a disciplina na ingestão desse líquido, já que o adulto deve, no mínimo, consumir dois litros de água, por dia.

Qualquer água é sempre melhor do que nada

Relativamente à comum alternativa dos alunos em recorrem à água embala- da em sacos plásticos e vendida nas proximidades de escolas, a especialista em saúde começou por referir que as condições de conservação desse produto não é nada favorável, tendo asseverado que ninguém sabe da origem, da transportação e do nível de qualidade dos mesmos recipientes plásticos.

“Não é aconselhável, no que se espera, mas, em função da escassez de água dentro dos estabelecimentos escolares, sobretudo nos estatais, desfaz-nos qualquer rigorosidade e a incisividade, porque, como alter- nativa, pode ser sempre melhor do que nada”, ponderou. Edna de Alegria reconheceu que a medida pode acarretar riscos para a saúde das crianças, mas sabe que as pessoas estão mais disponíveis a correr atrás das consequências do que desencorajarem os seus filhos a beberem água vendida.

Alberto Bambi

Alberto Bambi

Recomendado Para Si

A ciência ao serviço da saúde de todos

por Jornal OPaís
7 de Abril, 2026

A celebração do Dia Mundial da Saúde de 2026, que decorre sob o lema “Juntos pela Saúde. Apoie a Ciência”,...

Ler maisDetails

Crise interna no PHA persiste apesar da mediação do Tribunal Constitucional

por Jornal OPaís
6 de Abril, 2026
Carlos Moco

A crise interna no partido humanista angolano (PHA) persiste com profundas divergências entre a presidente Florbela Malaquias e membros da...

Ler maisDetails

‎Palestra sobre Lei Contra a Violência Doméstica reúne mais de 200 funcionários do Porto do Lobito

por Jornal OPaís
31 de Março, 2026

‎‎Mais de 200 trabalhadores e membros do Conselho de Administração da Empresa Portuária do Lobito participaram, hoje, na Casa do...

Ler maisDetails

Concluída demolição de edifícios degradados em Luanda e Cuanza Sul

por Jornal OPaís
19 de Março, 2026

O Executivo angolano concluiu recentemente a demolição de três edifícios em estado avançado de degradação nas províncias de Luanda e...

Ler maisDetails

João Lourenço manifesta pesar pela morte do antigo Presidente da Argélia

7 de Abril, 2026

Shopping Fortaleza e Centro Óptico promovem rastreios visuais e auditivos gratuitos

7 de Abril, 2026

Acidente rodoviário mata duas pessoas e deixa três feridos em Catete‎

7 de Abril, 2026

Primeira refinaria de ouro de Angola pode entrar em funcionamento ainda este ano

7 de Abril, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • OPaís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.