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EPA L lança campanha contra o garimpo domiciliar

Jornal Opais por Jornal Opais
14 de Janeiro, 2018
Em Sem Categoria

Além da vandalização das condutas da Empresa Pública de Águas de Luanda (EPA L), de que tem sido alvo para o garimpo de água em cisternas, os técnicos constataram que os clientes singulares  praticam também garimpo domiciliar.

POR: Stela Cambamba

Vladimir Bernardo, responsável pelo departamento de comunicação institucional e imprensa da Empresa Pública de Águas de Luanda (EPAL), explica que na cidade de Luanda o garimpo de água em cisterna diminuiu consideravelmente, mas no mês passado, Dezembro, voltaram a fazer ronda nos pontos habituais e constataram que os cidadãos voltaram a realizar o garimpo de água em alguns pontos, até domiciliares, pelo que por agora está-se a levar a cabo uma campanha de desmantelamento desta actividade. A prática tem prejudicado clientes da EPAL, assim como a qualidade da água. No bairro Cassenda, rua Costa do Sol, a equipa da EPAL constactou que alguns moradores têm praticado o garimpo domiciliar, comercializando a água ilegalmente em bidons de 20 e mil litros a jovens que andam de motorizadas de três rodas, vulgo (aleluias). Para tal, muitos utilizam electrobombas, dificultando assim que a água chegue a outros vizinhos por causa da pressão que acaba por ficar baixa.

A campanha contra o garimpo domiciliar teve início na rua Costa do Sol, Cassenda, onde foram desativadas três ligações, apreendidos nove reservatórios de mil litros cada, sete electrobombas e mangueiras. De acordo com Vladimir Bernardo, na rua do IFAL, bairro da Gamek, os mesmos cidadãos que na semana passada foram advertidos e intimados a abandonarem tais práticas e outros ainda desligados da água devido à utilização ilegal, voltaram a realizar a mesma acção. Para colmatar esta situação explicou que a EPAL tem equipa formada para sensibilizar e efectuar visitas periódicas aos seus clientes, de modo a não aderirem a condutas negativas, “mas em alguns pontos não temos tido bons resultados, pelo que somos obrigados a desativar estas ligações”.

O nosso interlocutor revelou que aos clientes que não têm contratos, a orientação é a de irem à área comercial e estabelecer um contracto legal. Encontram-se nesta condição, na sua maioria, moradores que foram beneficiados com o programa de 700 mil ligações. O responsável disse ainda que na rua do IFAL, diferente da Costa do Sol, realizam o garimpo em cisternas, e alguns já foram desativados do sistema de fornecimento do precioso liquido, mais insistentemente voltam a religar, à revelia. Outros, de forma sorrateira edificaram as habitações por cima da conduta de água, de modos a beneficiarem da facilidade de fazerem a ligação ilegal para o abastecimento de tanques de dezenas de milhares litros de água. Garantiu que para ultrapassar esta situação, dentro de poucos dias a equipa da EPAL vai juntar-se com a administração para encontrar uma solução de modo a evitar o pior, porque se a conduta vier rebentar o problema pode agravar-se, tendo em conta que se trata de uma residência habitada.

Vladimir Bernardo afirmou que o garimpo domiciliar está a estender- se a vários pontos de Luanda, pelo que o vandalismo nas grandes condutas de água é frequente na parte Sul da cidade, mas esta prática diminui consideravelmente, o que está a tornar-se “moda”, por agora, é o garimpo domiciliar, que também tem deixado muitas zonas sem o precioso líquido. Para tal têm sido realizadas campanhas de sensibilização porta-a-porta. Os meios apreendidos na campanha de violação e garimpo de água serão entregues aos proprietários depois de pagarem uma multa de 150 mil kwanzas.

Diogo António, morador da rua Costa do Sol, bairro do Cassenda desde 1993, começou a beneficiar da água em 2013, conta que alguns dos seus vizinhos optaram por vender o bem ilegalmente, mesmo recebendo visitas da equipa da EPAL que passava para sensibilização, “não acataram os conselhos e agora até os que não comercializavam água também foram penalizados com corte de fornecimento”. Conceição Correa disse que já passaram quatro anos que na sua residência jorra água corrente e afirma que vende água há dois anos, “para ajudar alguns moradores do bairro Rocha Parque. “Tenho comercializado o bidon de 20 litros a 10 kwanzas e o de mil o preço varia entre 400 a 500kz, não vendo a todos, outros levam sem pagar porque não têm dinheiro”, enfatizou a moradora altruada em flagrante.

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