O município de Benguela assinala hoje, domingo, 17 de Maio, 409 anos de existência, desde que foi fundada em 1617 pelo navegador português Manuel Cerveira Pereira. Diferente de cenários anteriores, neste ano, todas as festas estão canceladas. Nem a Feira Internacional de Benguela foi poupada, tendo sido empurrada para Setembro.
Constantino Eduardo, em Benguela
Em comunicado, a Administração Municipal de Benguela salienta que, na qualidade de organizadores das festividades, informa o cancelamento de todas as actividades enquadradas no aniversário da cidade Benguela.
O comunicado a que este jornal teve acesso justifica que a decisão surge na sequência das calamidades registadas no dia 12 de Abril, fruto do transbordo do rio Cavaco, cujo dique foi rompido pelo volume de água, que provocou, tal como lembra a Administração Municipal de Benguela, perdas humanas, materiais e desalojamento de várias famílias, impactando significativamente as estruturas e o tecido social da região.
Deste modo – lê-se na nota – os 409 anos da cidade vão ser vividos de maneira diferente dos anos anteriores, daí que o Maio Benguela se tenha resumido em dois actos simbólicos, nomeadamente o culto ecuménico e o acto central, na parte frontal da sede da Administração Municipal. O acto solene que visou dimensionar o 17 de Maio foi presidido pelo governador de Benguela, Manuel Nunes Júnior, na manhã de hoje.
As autoridades do município apelam à máxima compreensão, colaboração e espírito de solidariedade de todos, para que a “nossa velhinha Ombaka se renove e alcance o seu alto destino na senda do desenvolvimento”, salientam.









