Sob orientação do seu presidente, Adalberto Costa Júnior, a UNITA realizou, no passado dia 28 de Fevereiro, a II Reunião Ordinária do Comité Permanente da sua Comissão Política, Luanda, cujo foco foi analisar a situação interna do partido e a conjuntura política, económica e social do país
Numa nota partilhada esta Segunda-feira, 2 de Março, o partido sublinha que manifesta-se “preocupado” com o que considera criminalização do exercício dos direitos políticos e civis, consagrados na Constituição, apontando a chamada Lei das Fake News, a Lei das Carreiras Militares e o Código de Disciplina Militar como diplomas que, segundo a UNITA, visam actores políticopartidários, activistas e membros da sociedade civil.
Fuga de quadros e jovens
Segundo a nota, no mesmo encontro, o presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, abordou com os membros do Comité Permanente a saída de cidadãos angolanos para o exterior, com destaque para quadros, empresários e jovens, e atribuiu o fenómeno às políticas que, no seu entender, não salvaguardam os direitos adquiridos, nem criam perspectivas internas.
Decisões internas
Já no plano orgânico, o Comité Permanente da UNITA felicitou o seu presidente pelo périplo diplomático e contactos com as comunidades angolanas no exterior; aprovou o relatório de actividades do secretariado executivo referente ao mês de Dezembro de 2025 e Janeiro/Fevereiro de 2026; assim como aprovou o plano de acção para o ano em curso.
Ademais, os membros do órgão deliberativo desta formação política foram, ainda, informados sobre o programa do 60.º aniversário da fundação do partido e sobre a realização das jornadas parlamentares na província do Moxico.
“Pacto democrático e críticas ao Executivo”
No domínio político e social, a UNITA aprovou as linhas gerais de uma proposta de “Pacto de Estabilidade Democrática”, a submeter aos demais partidos, igrejas e outras forças vivas para a recolha de contribuições.
De acordo com o documento, o Comité Permanente do ‘galo negro’ declarou igualmente “extrema preocupação” com a degradação das condições sócio-económicas e com a fuga massiva de jovens para o exterior, criticou o recurso à contratação simplificada por adjudicação directa e o processo de privatizações, que considera configurarem formas “subtis de peculato e corrupção”.








