OPaís
Ouça Rádio+
Ter, 3 Mar 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Sérgio Dundão: “No discurso sobre o Estado da Nação, às vezes, tem que se lançar utopias”

Dani Costa por Dani Costa
13 de Outubro, 2023
Em Entrevista, Manchete, Política

Sérgio Dundão é mestre em Ciência Política e Relações Internacionais pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Preside a Associação Angolana de Ciências Políticas. Na véspera da abertura de mais um discurso sobre o Estado da Nação, o jovem cientista político fala sobre o novo ano parlamentar, o que espera ouvir do Presidente da República, defende uma remodelação governamental e um consenso entre o MPLA e a UNITA antes de se partir para as autarquias, um dos temas que de- verá mobilizar argumentos dos deputados nos próximos dias

Poderão também interessar-lhe...

Angola e EUA reafirmam parceria estratégica com foco na segurança regional e investimentos

Téte António reconhece influência da mulher angolana na promoção da paz

João Lourenço recebe encarregada de Negócios dos Estados Unidos

Abre no próximo dia 16 de Outubro, contrariamente ao dia 15, como estipula a Constituição, o novo ano parlamentar. O que pensa que vai ser este novo ano?

Penso que será um ano parlamentar que será desafiante para o Executivo e, ao mesmo tempo, para a oposição. Ainda estamos na ressaca das eleições de 2022 e os parti- dos ainda estão com muitas questões eleitorais que de certa forma não foram ultrapassadas. Algumas das questões levantadas no processo se mantém. Por exemplo, a questão da revisão constitucional que se mantém em voga, as autarquias, os poderes do Presidente. São questões que ainda estão na ressaca eleitoral. Tirando estas questões, há alguns desafios que o próprio Executivo vai ter que adoptar. Um dos desafios é a adopção de uma agenda para a o futuro, ou seja, qual é o discurso do poder executivo para o futuro.

Há um projecto que acho que está quase na fase final que é o PIIM, agora está a passar para orçamento participativo, que é um dos mecanismos de democracia participativa, que visa auscultar também o sentimento que a população tem. Da parte da oposição é continuar com a sua narrativa de apresentar algumas propostas de alternância da parte do próprio Executivo. No entanto, a nossa oposição tem muito de apresentar falhas da execução do próprio Executivo. Vamos ter um ano acirrado neste debate. No entanto, penso continuarmos a falar de velha questão, que já não é nova do que os partidos têm do processo de revisão constitucional. Parece que o país precisa de uma nova constituição. É daquelas questões que não tem muito substrato. A questão da governação e a constituição não é uma relação directa.

Pode explicar?

É obvio que há aspectos na constituição que podem melhorar o pro- cesso de governação, mas não existe nenhum autor que diz mudança ou revisão da constituição e uma alteração das condições económicas, sociais e políticas de um país. Entretanto, é uma questão que se coloca permanentemente – e vai se manter-, a questão das autarquias é uma agenda que a oposição vai continuar a bater, porque sabe que é uma promessa eleitoral não cumprida e vai tentar explorar este aspecto. É um desafio que se vai colocar ao próprio Executivo, qual a resposta que vai dar em relação à implementação das autarquias. São temas que se podem arrastar até 2027 se não forem resolvidos.

O ano parlamentar abre com um celeuma em relação à data. A constituição aponta para o dia 15, que calha no próximo Domingo, mas a abertura vai ocorrer no dia 16, Segunda-feira, o primeiro dia útil da semana para a realização do discurso do Estado da Nação por parte do Presidente da República, João Lourenço. A UNITA diz que não participará caso aconteça na Segunda-feira. Há razões para tal?

Eu penso que, às vezes, geramos polémica onde o bom-senso deve imperar. Se Domingo é um dia em que normalmente na nossa cultura, não olhando para a questão constitucional, as pessoas vão à igreja, reúnem-se em família e têm muito mais para si do que olhar para a questão da política nacional, um consenso entre os partidos poderia passar para Segunda-feira. O que vai acontecer é só passar de um dia 15 para 16 e o Presidente na mesma vai aparecer. O mais agravante era se o Presidente faltasse ao acto e não fizesse o discurso presencialmente. Ai seria um desrespeito ao que estava estabelecido na constituição. A alteração de um dia é uma questão que não deveria gerar tanta polémica, porque é apenas uma questão de bom senso. Mas também percebo um pouco o que a UNITA faz, mas penso que é um risco que chamo sempre a atenção em Angola.

O que a UNITA está a fazer neste momento?

Nós temos muito o hábito de estabelecer regras e constitucionalizar regras, como por exemplo a data das eleições, de abertura, ao invés de termos datas abertas que permitem maior concertação. Como está lá dia 15, e a constituição estabelece dia 15, então a UNITA diz que tem que se cumprir o que está estabelecido na constituição. No entanto, digo que as constituições quanto mais rígidas e detalhadas têm este problema. Quando está um dia estabelecido e não se cumpre, então as pessoas dizem que há uma violação da Constituição.

Por isso é que há países que não têm datas tão rígidas. Eles definem exactamente um período e permitem que na concertação parlamentar os grupos definem a abertura do ano. A abertura iria sair da concertação, não iria sair só do conflito institucional. Há dois aspectos que tem que se entender na política: o conflito e o consenso. Uma sociedade vive sempre do conflito e do consenso. Quando o nosso parlamento não consegue sequer criar um consenso para uma data, que não vai ferir do ponto de vista prático o interesse de A nem de B, demonstra logo como é que o nosso sistema político está a ser construído com base só no conflito e não na capacidade de consenso.

Dani Costa

Dani Costa

Recomendado Para Si

Angola e EUA reafirmam parceria estratégica com foco na segurança regional e investimentos

por Neusa Felipe
3 de Março, 2026

O Presidente da República, João Lourenço, recebeu esta Segunda-feira, 2, em Luanda, a encarregada de negócios dos Estados Unidos da...

Ler maisDetails

Téte António reconhece influência da mulher angolana na promoção da paz

por Jornal OPaís
2 de Março, 2026

O papel que a mulher angolana desempenha na consolidação da paz, na reconstrução nacional e no desenvolvimento sustentável do país...

Ler maisDetails

João Lourenço recebe encarregada de Negócios dos Estados Unidos

por Jornal OPaís
2 de Março, 2026

O Presidente da República, João Lourenço, recebeu em audiência esta segunda-feira, a encarregada de Negócios da Embaixada dos Estados Unidos...

Ler maisDetails

Angola defende diálogo na busca pela paz no Médio Oriente

por Jornal OPaís
2 de Março, 2026

Angola exortou, esta segunda-feira, a todas as partes envolvidas no conflito no Médio Oriente a exercerem máxima contenção e a...

Ler maisDetails

CARTA DO LEITOR: Mudança de consciência…

3 de Março, 2026

É de hoje… Sirenes na função pública

3 de Março, 2026

Papel da mulher

3 de Março, 2026

Sobas do Dombe-Grande em Benguela sem o poder tradicional do passado

3 de Março, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • OPaís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.