Em declarações ao jornal OPAÍS, o presidente do Partido de Renovação Social (PRS), Benedito Daniel, abriu as portas para possíveis coligações eleitorais, mas definiu uma linha vermelha para o efeito: qualquer aliança deverá abraçar a proposta federalista que o PRS defende há mais de três décadas
A conversa com o líder dos renovadores sociais abordou o xadrez político doméstico – a pouco mais de um ano das eleições gerais de 2027 – a acusação histórica de ser uma “suveis alianças, o presidente do PRS foi directo: “O único caminho da coligação com o PRS é aceitar que se vai implementar o modelo de organização de um Estado Federal. Coligarmo-nos para reforçar o Estado unitário seria impossível.
Poderíamos estudar a duração e a forma da aliança, mas a condição é clara”, afirma o político. Sobre contactos a esse respeito, como é o caso, por exemplo, com o Bloco Democrático (BD), o líder dos renovadores sociais foi cauteloso ao referir que qualquer decisão depende dos órgãos superiores do partido, como o Comité Nacional e o Conselho Político. “De princípio, ainda não há nenhuma abordagem formal, mas a decisão será facultativa e colectiva”, disse. Oposição unida? “O problema é a consciência” À frente do PRS desde Maio de 2017, Benedito Daniel reflectiu sobre a necessidade de se unir à oposição para que se possa enfrentar o partido no poder (MPLA) com muito mais força. Aliás, ao recordar iniciativas como a Plataforma da Oposição Civil (POC), admitiu que “a única forma de os partidos da oposição vencer o MPLA seria congregar-se num bloco”.
Todavia, reconheceu haver uma certa falta de clareza, de objectivos comuns e de linhas translúcidas. “Muitos partidos juntos, sem eficiência, não fazem diferença”, afirmou. Questionado sobre a Frente Patriótica Unida (FPU), sob égide da UNITA, afirmou que o PRS nunca foi convidado a integrar a plataforma. “Não fomos convidados, portanto não podíamos aderir. É verdade que algumas pessoas comentaram o contrário, mas a realidade é esta”, disse. “Nunca fomos sucursal do MPLA” A acusação de que o PRS seria uma “filial do MPLA” foi um POLÍTICA cursal do MPLA”, o fortalecimento interno do partido e a visão estratégica para a construção de uma nação coesa “e livre das assimetrias”.
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