A Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI) afirmou que os dados provisórios apontam para cerca de 218 mil eleitores portugueses inscritos para votar antecipadamente e em mobilidade, neste domingo, 11 de Janeiro, no sufrágio para a sucessão de Marcelo Rebelo de Sousa.
Segundo informações apuradas por este jornal, até às 23h59 desta quinta-feira inscreveram-se 218.481 eleitores na modalidade de voto antecipado em mobilidade, sendo que os distritos com maior número de inscritos são Lisboa (67.168), seguindo-se o Porto (35.016), Setúbal (18.276), Braga (11.882), Aveiro (11.368) e Coimbra (11.003).
De acordo com a Presidência da República de Portugal, entre os eleitores inscritos para votar antecipadamente está o próprio Chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa.
“Inscreveu-se para votar de forma antecipada no domingo, dia 11, com o objectivo de chamar a atenção para esta modalidade, que permite maior flexibilidade aos portugueses para votarem, possibilitando que aqueles que não possam ou não lhes dê jeito votar no dia 18 exerçam o seu direito de voto já no dia 11”, sublinha a nota.
A primeira vez em que houve mesas de voto antecipado em todos os concelhos do país foi nas eleições presidenciais de Janeiro de 2021, em plena pandemia de Covid-19. Nessa ocasião, inscreveram-se para votar antecipadamente em mobilidade 246.922 eleitores.
Cerca de 11 milhões de eleitores — concretamente 11.039.672, mais 174.662 do que nas presidenciais de 2021 — residentes em Portugal e no estrangeiro estão recenseados para votar nestas eleições presidenciais, que contemplam 11 candidatos à Presidência da República.
Os candidatos são Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (apoiada pelo Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.
De acordo com o site Notícias ao Minuto, caso nenhum dos candidatos obtenha maioria absoluta, haverá uma segunda volta no dia 8 de Fevereiro, à qual concorrerão apenas os dois candidatos mais votados.
O vencedor sucederá o actual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que foi eleito em 2016 e cujo mandato termina em Março deste ano.









