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Políticos e sociedade civil mostram cepticismo quanto aos dois anos de governação da presente legislatura

João Feliciano por João Feliciano
26 de Agosto, 2024
Em Política

O segundo mandato do Presidente João Lourenço vai já no seu segundo ano. No último sábado, 24 de Agosto, completaram-se dois anos desde que os angolanos foram às urnas em 2022. Mas o actual cenário político, económico e social do país continua a suscitar acesas críticas por parte dos partidos políticos na oposição e de organizações da sociedade civil, que fazem um balanço negativo e falam de agravamento das condições de vida da população e falta de cumprimento das promessas eleitorais

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As figuras ouvidas pela reportagem deste jornal falaram que o país vive actualmente uma crise social e económica, que instalou um panorama completamente desolador.

Como é o caso de Álvaro Daniel Chikwamanga, que foi contundente ao afirmar que, ao contrário das expectativas do povo angolano, o país continua mergulhado numa profunda crise social e económica.

O deputado à Assembleia Nacional e secretário-geral do partido UNITA, referiu que os níveis de pobreza, longe de diminuírem, aumentam diariamente. “Cerca de 9 milhões de angolanos vivem em situação de fome”, alertou Álvaro Chikwamanga, baseando-se em estudos de organizações não-governamentais e do Centro de Investigação da Universidade Católica (CEIC).

O deputado criticou também a gestão da crise nas províncias mais remotas, como são os casos do Cuando Cubango e Cunene, onde, segundo Álvaro Daniel, a falta de infra-estruturas e apoio governamental força os cidadãos a procurarem ajuda nos países vizinhos, muitas vezes renunciando à cidadania angolana.

A situação da educação foi também alvo de duras críticas. Álvaro Daniel Chikwamanga afirmou que cerca de 22% das crianças angolanas estão fora do sistema de ensino, apontando falhas nas políticas gizadas para o sector da educação e na excessiva centralização do poder do Estado.

“Há escolas que se constroem, que se publicitam, mas não resolvem o problema concreto das populações”, afirmou, ressaltando que, em algumas regiões, como no Uíge e Huambo, há um grande número de crianças sem acesso à educação básica.

Avanços na saúde O deputado da UNITA reconheceu os esforços do Executivo, sobretudo no sector da saúde, mas lembrou que o investimento feito está longe de reduzir os problemas de saúde por que passam os angolanos.

Aliás, lembrou que, ao invés de se apostar na construção de grandes unidades sanitárias, como são os hospitais gerais construídos um pouco por vários municípios e províncias do país, é preciso olhar para o sistema primário de saúde.

“Porque muita gente vai encher as filas dos grandes hospitais, às vezes para tratar de um simples paludismo, quando ele tinha de recorrer a uma unidade primária”, criticou.

Mais infra-estruturas

Por seu turno, Rui Malopa, deputado do Partido de Renovação Social (PRS), fez eco às críticas, apontando para a deterioração das vias de acesso e a falta de manutenção das infra-estruturas recentemente construídas.

“Algumas vias, reparadas há pouco tempo, já estão em estado de degradação”, lamentou, sublinhando a ineficácia das políticas públicas. Malopa também citou o aumento do custo de vida, agravado pela subida dos preços dos combustíveis, que pressionou ainda mais a já difícil situação económica dos angolanos.

Para o deputado dos renovadores sociais, a incapacidade do governo em diversificar a economia é uma das principais razões para o contínuo empobrecimento do país.

Rui Malopa criticou aquilo que chamou de “heterodependência” da economia angolana, que continua a se basear na exploração de recursos naturais, muitas vezes controlada por interesses estrangeiros.

“O cidadão angolano é penalizado por explorar de forma artesanal os recursos do país, enquanto estrangeiros extraem e enviam esses recursos para fora, sem fiscalização”, denunciou.

Investimentos e mobilidade Já Serra Bango, da Associação Justiça, Paz e Democracia (AJPD), foi igualmente severo em sua avaliação, especialmente no que toca aos investimentos no sector da saúde e dos transportes.

“Não houve uma verdadeira aposta no sector dos transportes”, disse, minimizando a relevância de projectos recentes e estruturantes, como o Corredor do Lobito, que envolve parceria com os Estados Unidos.

O director-geral da AJPD questionou a real mobilidade proporcionada pelos investimentos, apontando para a precariedade das estradas e a ineficiência dos transportes públicos.

No campo da saúde, Serra Bango criticou a construção de grandes hospitais, que considera serem o “último elo da cadeia”, enquanto o sistema de saúde primária continua a ser negligenciado.

“O investimento devia ter sido também nos recursos humanos e na logística desses hospitais”, afirmou, destacando a falta de medicamentos e de pessoal especializado como grandes falhas do sistema.

Próximos anos

Com três anos restantes na actual legislatura, a oposição e a sociedade civil mostram-se cépticas quanto à possibilidade de uma reviravolta significativa na situação do país.

“O que o governo não conseguiu fazer em 50 anos não vai resolver em três anos”, sentenciou ainda Chikwamanga, reflectindo o pessimismo generalizado. Serra Bango, por sua vez, atribuiu uma nota baixa ao desempenho do Executivo, destacando o elevado número de funerais como um indicador da falência do sistema de saúde.

Para Álvaro Daniel, Rui Malopa e Serra Bango, a falta de confiança nas políticas públicas e a crescente insatisfação popular colocam em xeque a capacidade do Executivo do Presidente João Lourenço em cumprir as promessas eleitorais e melhorar as condições de vida dos angolanos nos próximos anos.

João Feliciano

João Feliciano

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