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Partidos políticos acreditam que OGE 2023 apresenta soluções para os anseios dos angolanos

Neusa Felipe por Neusa Felipe
14 de Fevereiro, 2023
Em Manchete, Política

Com excepção da UNITA que votou contra, o Orçamento Geral do Estado (OGE) para o exercício económico de 2023 foi aprovado, ontem, na Assembleia Nacional, com votos favoráveis dos partidos MPLA, PHA e do grupo misto integrado pelo PRS e FNLA

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Durante a quarta Reunião Plenária Extraordinária da primeira Sessão Legislativa da quarta Legislatura da Assembleia Nacional, 124 deputados deram “sim” à Proposta de Lei que aprova o Orçamento Geral do Estado para o exercício económico 2023, por acreditarem que o mesmo poderá trazer soluções para os anseios dos angolanos.

O presidente do Grupo Parlamentar do MPLA, Virgílio de Fontes Pereira, justificou o voto favorável do seu partido, reafirmando o seu compromisso na resolução dos problemas do povo e reconhecendo que este OGE apresenta soluções para os vários desafios que os angolanos enfrentam. O parlamentar fez saber que o presente OGE aumenta as verbas para os sectores da saúde e educação, reforça as verbas para o combate à pobreza e vai aumentar o valor do programa Kwenda e alargar o número de beneficiários.

“Temos consciência daquelas que são as inquietações do povo, e assumimos a nossa responsabilidade política, no Parlamento e no Executivo, em resolver os problemas do povo. Temos de continuar a apoiar os nossos empresários, com o aumento do volume de crédito ao sector produtivo, tal como se prevê neste orçamento”, disse. Na sua declaração de voto, o deputado Benedito Daniel justificou o voto do grupo parlamentar misto PRS /FNLA, referindo que votaram a favor deste OGE, por entenderem que o mesmo defende o interesse de todos os cidadãos.

“Constatando-se que o OGE e a Proposta de Lei que o aprova é de iniciativa do Presidente da República, enquanto Titular do Poder Executivo, e as nossas contribuições por mais interessantes que sejam, não podem mudar de forma substancial a linha da sua concepção, ou o espírito da sua elaboração, porque a nossa contribuição resume-se apenas em melhorá-lo, decidimos vota a favor”, disse Benedito Daniel.

A presidente do Partido Humanista de Angola (PHA), Florbela Malaquias, que também votou favoravelmente, acredita, por seu turno, que o OGE pode reactivar a esperança dos cidadãos e o considera como um instrumento de construção e de reforço da democracia, mediante o qual se faz a integração do cidadão no processo produtivo.

Recomendações ao Executivo

Os deputados produziram para este orçamento, um total de 150 recomendações dirigidas ao Executivo, em que destacam a efectivação da implementação do orçamento participativo, no sentido de permitir a inserção de projectos e programas que melhor se ajustem às reais necessidades dos munícipes. Alertaram ainda o Executivo, para o risco de sobre-endividamento, em função da subida das taxas de juros no mercado financeiro internacional e com perspectivas de novas subidas, já que o plano de endividamento é estima- do em 33 por cento no OGE-2023.

A presente Proposta do Orçamento Geral do Estado para o exercício económico de 2023 está avaliada em Kz 20 104 207 404 872,00 (vinte biliões, cento e quatro mil milhões, duzentos e sete milhões, quatrocentos e quatro mil e oitocentos e setenta e dois Kwanzas), o que reflecte um aumento de 7,25 por cento, quando comparado com o Orçamento Geral do Estado para o Exercício Económico de 2022.

UNITA volta a isolar-se na aprovação do OGE

Na defesa do sentido do seu voto, o Grupo Parlamentar realçou que alguns pressupostos macroeconómicos assumidos, políticas fiscais, monetária e cambial, bem como a pauta aduaneira subjacentes na presente proposta do OGE, “não são amigas dos empresários, nem das famílias”.

Para o Galo Negro, as famílias angolanas continuarão a enfrentar um elevado nível do custo de vida, e milhares vão continuar a viver no limiar da pobreza, bem como poderá elevar-se a taxa de desemprego, actualmente situada em 30% da população activa, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística.

Por outro, a UNITA volta a queixar-se das “autorizações exageradas ao Titular do Poder Executivo”, sobre quem impendem adjudicações directas na aquisição de bens e serviços, emissão de garantias soberanas, contracção de empréstimos e outras. Este facto, avançou a UNITA, “representa um enorme risco para atingir os objectivos previstos na presente proposta Orçamental, contribuindo, dessa forma, para a promoção da corrupção, de monopólios e enriquecimento ilícito”.

POR: Neusa Filipe e Maria Custódia

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