“Angola pode crescer muito se, antes de mais, vós, que tendes autoridade no país, acreditardes na multiformidade da sua riqueza. Não temais as divergências, não extingais as visões dos jovens e os sonhos dos idosos, sabei, sim, gerir os conflitos transformando-os em caminhos de renovação. Colocai o bem comum acima das partes, não confundindo nunca a vossa parte com o todo. Então, a história dar-vos-á razão, mesmo que no imediato alguns vos sejam hostis”. Com estas palavras, o Papa Leão XIV dirigiu-se às distintas autoridades, à sociedade civil e ao corpo diplomático
No encontro mantido no Pavilhão Protocolar da Presidência da República com as autoridades, sociedade civil e com o corpo diplomático acreditado em Angola, o Papa Leão XIV manifestou solidariedade e assegurou a sua oração pelas vítimas das fortes chuvas e das inundações que atingiram a província de Benguela, expressando sua proximidade com as famílias que perderam as suas casas.
O Sumo Pontífice da Igreja Cató lica reconheceu a alegria e a valentia do povo angolano, que afirmou que possui tesouros que não se vendem nem se roubam. Afirmou que o povo angolano tem em si uma alegria que nem as circunstâncias mais adversas conseguiram extinguir, uma alegria, que também conhece a dor, a indignação, as desilusões e as derrotas, que resiste e renasce entre aqueles que mantiveram o coração e a mente livres do engano da riqueza.
“Para mim é motivo de gran- de alegria estar no meio de vós. Obrigado, Senhor Presidente, pelo convite para visitar Angola e pelas suas palavras de boas-vindas. Venho até vós para encontrar o vosso povo, como peregrino que procura os sinais da passagem de Deus nesta terra que Ele ama”, disse, o Santo Padre. Considerou a África uma reserva de alegria e de esperança para o mundo inteiro.
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