O tenente-general Zangui Longa, director nacional de Preservação do Legado Histórico Militar do Ministério da Defesa Nacional, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, defendeu, nesta terça-feira, a necessidade de se preservar a memória histórica do 4 de Fevereiro de 1961 como pilar da identidade nacional e da consolidação da unidade, do patriotismo e da responsabilidade cívica do país
O pronnciamento foi feito durante a Sessão Temática de número 46 – um programa do Executivo de reforço da relação com os cidadãos, promovido pelo Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINT- TICS) – que reuniu académicos, estudantes universitários, profissionais da comunicação social e internautas, às vésperas da celebração do Dia do Início da Luta Armada de Libertação Nacional.
Sob o lema “Preservando os valores da Pátria, honremos os nossos heróis”, Zangui Longa afirmou que o 4 de Fevereiro constitui “um marco incontornável do despertar da consciência nacional”, mas advertiu que a sua compreensão exige a análise dos antecedentes históricos, nomeadamente o período pré-colonial, colonial e os factores de exploração económica, repressão política e negação de direitos fundamentais impostos pelo regime colonial português.
Na sua exposição, o oficial-general destacou que a luta armada não pode ser dissociada de outras datas estruturantes da história contemporânea do país, nomeadamente o 4 de Janeiro de 1961, associado à revolta da Baixa de Cassange contra a exploração do algodão, e o 15 de Março de 1961, que marcou a expansão da luta de libertação nacional.









