As declarações do presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, sobre a necessidade de um “Pacto de Transição” para as eleições gerais de 2027 continuam a marcar a agenda política doméstica. A proposta, apresentada como um mecanismo de prevenção de ins- tabilidade pré e pós-eleitoral, gerou diferentes reacções entre o MPLA, partidos da oposição, juristas e actores da sociedade civil
E a primeira reacção partiu precisamente do deputado do MPLA, João Mpilamosi, que considerou, em declarações ao jornal OPAÍS, que a iniciativa é até admissível – mas apenas se estiver estritamente ancorada na Constituição. Para o parlamentar, a proposta levanta também algumas dúvidas, sobretudo quanto à sua real intenção política.
Segundo afirmou, ao falar em pacto de transição antes da realização das eleições, a UNITA pode estar a projectar uma vitória antecipada ou, em alternativa, a preparar o discurso de contestação caso os resultados não lhe sejam favoráveis. “O pacto não é problema se estiver dentro das normas constitucionais.
O problema é insinuar, antes do tempo, um cenário de fraude ou instabilidade”, afirmou. João Mpilamosi garantiu que, num cenário de derrota, o MPLA aceitaria os resultados de forma pacífica. “Jamais levaríamos o país ao caos, aliás, seríamos os primeiros a ligar e felicitar o partido e o presidente vencedor”, afirmou. Outrossim, disse que o que a UNITA deve fazer é preparar- se muito bem. “A democracia existe e qualquer partido pode vencer”, afirmou, acrescentando que o MPLA respeitará os resultados eleitorais, independentemente do desfecho.
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