O Ministro de Estado e Chefe da Casa Militar do Presidente da República, general Francisco Furtado, disse em Cabinda que o desconhecimento da história do colonialismo português tem promovido em alguns círculos da sociedade, sobretudo nas redes sociais, comentários idealistas e saudosistas que tentam desonrar o sacrifício consentido pelos antepassados e pelos heróis do 4 de Fevereiro, que lutaram pela nossa liberdade e consequentemente pela independência nacional, proclamada a 11 de Novembro de 1975
Discursando no acto central, que marcou o 65º aniversário do início da luta armada, decorrido em Cabinda, o General Francisco Furtado teceu duras críticas a esses círculos da sociedade que chegam ao ponto de desvirtuar o realismo colonial contra os indicadores políticos, económicos e sociais alcançados depois da independência nacional.
A propósito do Tratado de Simulambuco, assinado entre os nativos de Cabinda e as autoridades coloniais portuguesas a 1 de Fevereiro de 1885, Francisco Furtado disse que nos últimos dias alguns círculos vêm deturpando a essência do referido tratado.
Para o Ministro de Estado e Chefe da Casa Militar do PR, Angola é um país multicultural e com uma pluralidade de línguas, à semelhança de muitos países africanos, resultado da Conferência de Berlim realizada de 15 de Novembro de 1884 a 26 de Fevereiro de 1885. De acordo com o Ministro de Estado, a Conferência de Berlim teve como preocupação os interesses das antigas potências coloniais em detrimento dos interesses das comunidades africanas que já possuíam formas próprias de organização político-administrativa à época.
POR: Alberto Coelho, em Cabinda
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