A ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTSS), Teresa Rodrigues Dias, destacou, hoje, em Luanda, o contributo das mulheres angolanas no crescimento económico e reconstrução nacional.
Teresa Rodrigues Dias, que discursava no Primeiro Encontro Nacional com as Presidentes dos Conselhos de Administração das Empresas Públicas, Público-Privadas e Privadas, referiu que as mulheres angolanas têm afirmado a sua presença nos mais diversos sectores, contribuindo, activamente, para a reconstrução nacional, o crescimento económico e o fortalecimento das instituições.
“Hoje, ao vermos mulheres à frente dos Conselhos de Administração, celebramos
não apenas conquistas individuais, mas avanços colectivos na promoção da
igualdade de género e podemos aferir que, a liderança destas não se restringe
apenas à aprovação de balanços, de relatórios, de planos de actividade, nem de qualquer outro instrumento de gestão. A sua liderança remete ao futuro de quem depende da empresa, tal como os
trabalhadores, as famílias e as comunidades”, destacou.
Fazendo um enquadramento histórico, Teresa Rodrigues Dias recordou que a inserção da mulher no mercado de trabalho remonta desde o início do século XIX, época em que se acreditava que apenas o homem era responsável por prover as necessidades da família, enquanto à esposa cabia zelar pela ordem do lar e pela educação dos filhos
Contudo, apontou, as mulheres passaram a ter acesso ao ensino superior e a ingressar no mercado de trabalho, ainda que de forma bastante limitada.
“Actualmente temos a presença da figura da mulher contemporânea e madura
que revela notável competência para o universo empresarial e para o mercado
de trabalho em geral. Tal realidade decorre do processo de globalização que estimulou a conscientização do público feminino, levando-a a reconhecer suas
potencialidades e habilidades com a finalidade de ocupar posições de liderança que, até então, eram privilégio exclusivo dos homens”, frisou.
Baseando nos dados preliminares do Censo Geral da População e Habitação de 2024, realizado em Angola, a ministra fez saber que a população angolana é estimada em 36.604.681 habitantes. Destes, destacou, 51% são Mulheres e 49% são Homens.
Entretanto, apesar de as mulheres estarem em maior número, a ministra explicou que a presença da mulher em
cargos de decisão ainda não atingiu os níveis desejados.
“Todavia, importa destacar que as mulheres devem preparar-se profissionalmente para irem
preenchendo esses lugares, com competência, a fim de que estes espaços, sejam sustentáveis e inspiradores às demais”, defendeu, tendo acrescentado ainda que, “apesar de se qualificarem e se prepararem acadêmica e profissionalmente, para assumir cargos de liderança, muitas mulheres não encontram as oportunidades esperadas, porque o mercado de trabalho ainda conserva o tradicional preconceito de gênero, em que comandar, chefiar e liderar, são tarefas
associadas, culturalmente, aos homens”.
Avanços
Outrossim, Teresa Rodrigues Dias avançou que, ao nível de Angola, muito tem sido feito neste domínio, em que cada vez mais mulheres ocupam cargos de topo ao nível das Empresas Públicas, Público-Privadas e Privadas.
“Porém, temos de continuar a
nossa busca incansável, por mais oportunidades para as mulheres que
demonstram empenho, engajamento e sentido de compromisso no exercício das suas funções. Felizmente em Angola, temos um acervo legislativo, voltado para a promoção da igualdade de género, proteção contra violência doméstica e empoderamento econômico da mulher”.








