A nomeação de Juca Manjenje ao cargo de secretário provincial da UNITA em Benguela tem estado a gerar contestações internas e expõe as divergências entre os militantes. Fontes da direcção consultadas por este jornal tranquilizam com o argumento de que uma nomeação nem sempre agrada a todos
Um grupo de militantes, maioritariamente identificado como “mais-velhos”, manifesta-se contra a escolha do novo dirigente, e alega falta de perfil para o cargo e critica a falta de consulta prévia por parte do presidente do partido, Adalberto Costa Júnior. Os contestatários defendem a continuidade de Avelino Canjamba, a quem atribuem um desempenho positivo à frente da estrutura provincial.
Entre as críticas apontadas está também o facto de a direcção central do partid do ‘galo negro’ não ter cumprido a promessa de enviar a Benguela o secretário-geral, Liberty Chiyaka, para auscultar os militantes sobre eventuais mudanças na liderança local, o que, segundo os dissidentes, configura falta de consideração pelas bases.
Apesar do clima de tensão, a direcção do partido avançou com a tomada de posse de Juca Manjenje, numa cerimónia orientada pelo vice-presidente, Simão Dembo, que desvalorizou a contestação e apelou à coesão interna. “O importante agora é olhar para o futuro e trabalhar em prol do partido”, defendeu, ao exortar os militantes a apoiarem o novo secretário.
POR: Constantino Eduardo, em Benguela
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