A cidade de Luanda acolhe, nos dias 9 e 10 de Julho, a II edição do Fórum Internacional da Mulher para a Paz e Democracia, uma iniciativa que reunirá decisores políticos, representantes de organizações internacionais, académicos e membros da sociedade civil para debater o reforço da liderança feminina na promoção da paz, da democracia e do desenvolvimento sustentável no continente africano.
O encontro terá lugar no Hotel InterContinental e é promovido pelo Governo de Angola, em parceria com o Gabinete da Enviada Especial do Presidente da Comissão da União Africana para Mulheres, Paz e Segurança, no quadro da preparação da 4.ª edição da Bienal de Luanda.
Sob o lema “Transformar África: Empoderando Mulheres na Liderança para a Paz e o Crescimento Inclusivo do Continente”, o fórum pretende fortalecer o papel das mulheres na prevenção e resolução de conflitos, na governação democrática, na inclusão social e na promoção do crescimento económico sustentável.
Ao longo de dois dias, os participantes vão analisar os desafios e as oportunidades para ampliar a participação feminina nos processos de tomada de decisão, além de partilhar experiências e boas práticas voltadas para a construção de sociedades mais inclusivas e resilientes.
Entre os temas em agenda figuram os 25 anos da Resolução 1325 do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre Mulheres, Paz e Segurança, o reforço da liderança feminina nos mecanismos de paz e segurança, a emancipação económica das mulheres por meio da inclusão financeira e tecnológica, o papel da cultura e da religião na promoção da paz e o contributo das mulheres para o fortalecimento da resiliência das comunidades face às alterações climáticas.
De acordo com a Comissão Multissectorial responsável pela preparação da 4.ª Bienal de Luanda, o fórum constitui uma plataforma de alto nível para impulsionar o diálogo político e reforçar a cooperação entre governos, parceiros internacionais e organizações da sociedade civil na promoção da igualdade de género e da participação das mulheres nos processos de desenvolvimento do continente.
A organização refere ainda que a iniciativa reafirma o compromisso de Angola com a implementação da agenda africana para a paz, segurança e desenvolvimento inclusivo, em consonância com a visão do Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, enquanto Campeão da União Africana para a Paz e Reconciliação em África.
São esperados representantes de vários países africanos, bem como de organizações regionais e internacionais, que deverão contribuir para a elaboração de recomendações destinadas a reforçar a liderança feminina como um factor determinante para a estabilidade, a democracia e o progresso sustentável em África.








