O Movimento de Apoio Solidário de Angola (Movangola), em parceria com o Instituto Nacional para os Assuntos Religiosos (INAR), apresentou oficialmente o Regulamento da Ordem do Mérito Eclesiástico de Angola, uma distinção honorífica inédita no país destinada a reconhecer o contributo de líderes e personalidades religiosas para o desenvolvimento espiritual, moral e social da nação.
A apresentação foi feita hoje, em Luanda, pelo bispo Antunes Fernando Huambo, durante a cerimónia de lançamento do evento integrado no Projeto Unidos por Angola. Na ocasião, o prelado destacou que a iniciativa representa um marco na valorização do papel das igrejas na construção da paz, da reconciliação nacional, da unidade e da promoção dos valores éticos e cristãos.
Segundo o regulamento apresentado, a Ordem do Mérito Eclesiástico de Angola constitui uma distinção honorífica de natureza cívica, promovida pela sociedade civil através do Movangola, em parceria com o INAR, órgão tutelado pelo Ministério da Cultura. A distinção não possui carácter político-partidário e assenta nos princípios da imparcialidade, do respeito institucional e da valorização do mérito.
O objetivo da iniciativa é reconhecer homens e mulheres de Deus que, ao longo do seu percurso ministerial, tenham prestado serviços relevantes à Igreja Cristã e à sociedade angolana, contribuindo para a consolidação da fé, da paz, da justiça social, da solidariedade, da defesa da dignidade humana e do fortalecimento da família.
A Ordem contempla cinco categorias de distinção. A mais elevada é o Grande Colar, destinada a líderes religiosos de reconhecido mérito nacional e internacional, cujo legado tenha produzido impacto extraordinário na Igreja e na sociedade.
Seguem-se as categorias de Grande Oficial, atribuída a arcebispos, bispos, superintendentes, presidentes de convenções e outros responsáveis de elevada relevância institucional; Comendador, destinada a pastores, reverendos, missionários e evangelistas com percurso consolidado de serviço ministerial; Oficial, reservada a líderes e colaboradores eclesiásticos com relevantes serviços prestados às igrejas e comunidades; e a Medalha de Mérito Eclesiástico, que distinguirá educadores cristãos, músicos, capelães, voluntários, investigadores, benfeitores e outras personalidades que tenham contribuído significativamente para a missão cristã e para o bem-estar comum.
Durante a apresentação, o bispo Antunes Fernando Huambo explicou que a atribuição das distinções obedecerá a critérios rigorosos, entre os quais a integridade moral e ética cristã, o testemunho de vida e dedicação ao ministério, a liderança espiritual reconhecida, o compromisso com a promoção da paz, da reconciliação e da unidade nacional, bem como a existência de um legado espiritual, social e institucional relevante.
A seleção dos agraciados será da responsabilidade do Movangola, em coordenação com o INAR, cabendo às entidades promotoras a decisão final sobre a atribuição das distinções.
Os homenageados receberão um diploma oficial, a medalha correspondente à categoria atribuída, a respetiva insígnia, um certificado oficial de registo reconhecido pelo INAR e terão os seus nomes inscritos no Livro de Honra da Ordem do Mérito Eclesiástico de Angola.
O regulamento prevê igualmente que a medalha represente os valores espirituais e patrióticos da distinção, incorporando elementos como o logótipo do Movangola, o mapa de Angola, uma Bíblia aberta, o emblema institucional do INAR e o lema do Projeto Unidos por Angola.
A cerimónia oficial de imposição da Ordem do Mérito Eclesiástico de Angola está prevista para o dia 5 de Setembro de 2026, durante o Grande Culto Ecuménico a realizar-se no Estádio Municipal dos Coqueiros, em Luanda.
Na sua intervenção, o bispo Antunes Fernando Huambo considerou que a criação desta distinção representa um importante reconhecimento do papel desempenhado pelos líderes religiosos na consolidação da paz, da reconciliação nacional e dos valores morais, sublinhando que a iniciativa pretende preservar e dignificar o legado histórico das igrejas e dos seus dirigentes em Angola.
FILDA 2026







