O mandatário da candidatura de João Lourenço à presidência do MPLA, Jú Martins, afirmou nesta Segunda-feira, em Luanda, acreditar numa sólida coesão política em torno do projecto de continuidade do actual líder do ‘partido dos camaradas’. Após formalizar a entrega de mais de 11 mil assinaturas, Jú Martins abordou as questões mais candentes do processo, da separação de águas entre partido e Estado ao alegado apoio incondicional do Bureau Político
A entrega do expediente na sub-comissão de candidaturas do 9.º Congresso Ordinário não limitou- se a um acto meramente administrativo. João de Almeida Azevedo Martins ‘Jú Martins’, enquanto mandatário do militante João Manuel Gonçalves Lourenço, usou a ocasião para explorar os dossiers que aquecem a pré-campanha interna: a polémica em torno da alegada “bicefalia”, a desvantagem estratégica de separar a liderança do partido da chefia do Executivo em ano de eleições gerais e o papel dos órgãos do partido no processo. Desde logo, está a questão da bicefalia.
Confrontado com o debate sobre a concentração de poderes, Jú Martins recusou a expressão “bicefalia”, ao recordar que este conceito emergiu nos anos 90 para descrever a conflitualidade entre as figuras do Presidente da República e do Primeiro-Ministro. “São órgãos distintos, naturezas distintas, funções distintas”, clarificou, para a seguir dizer que a verdadeira motivação da recandidatura de João Lourenço é garantir uma “unidade de acção estratégica” para 2027.
O mandatário identificou o cerne do problema na antiga redacção do artigo 120.º dos estatutos do MPLA, que estabelecia uma limitação de mandatos para o presidente do partido. “Não é normal os partidos estabelecerem limites de mandatos”, afirmou. Para Jú Martins, esta limitação criava uma relação de “causa e efeito” artificial.
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