O Chefe de Estado angolano, João Lourenço, foi eleito, nesta Terça-feira, 10, Presidente em exercício do Comité de Orientação dos Chefes de Estado e de Governo da AUDA-NEPAD, a Agência de Desenvolvimento da União Africana.
João Lourenço sucede no cargo o homólogo do Egipto, Abdel Fattah El-Sisi e decorreu à margem da Quadragésima Terceira Sessão do Comité de Orientação dos Chefes de Estado e de Governo da AUDA-NEPAD.
O encontro, que foi realizado em formato virtual, foi orientado pelo Estadista.
Confira abaixo o discurso do Presidente João Lourenço:
Após uma profunda reflexão e um debate bastante construtivo, chegámos ao fim desta sessão com resultados que considero animadores, relativamente ao futuro da AUDA-NEPAD, que já tem hoje uma dinâmica irrefutavelmente transformadora, com impactos muito positivos nos objectivos de desenvolvimento do continente.
Estamos diante de um quadro que ilustra e coloca a todos nós um nível de responsabilidade muito alto, que temos que saber honrar de modo a não defraudarmos expectativas que vêm sendo criadas quanto à concretização das estratégias de desenvolvimento que delineámos.
Tudo isto compõe um conjunto de tarefas e compromissos que teremos de procurar executar com total empenho e determinação, cabendo a Angola – que acabou de ser eleita para dirigir o Comité de Orientação dos Chefes de Estado e de Governo da AUDA-NEPAD – dar continuidade ao excelente trabalho desempenhado por Sua Excelência Abdel Fattah El-Sisi, Presidente da República Árabe do Egipto, que nos deixa um legado de realizações merecedoras de realce e o qual temos que honrar com o nosso trabalho daqui em diante.
Encaramos a responsabilidade que nos cabe a partir de agora como um serviço ao continente, orientado pelo diálogo, pela concertação política e pelo reforço da eficácia institucional e operacional da AUDA-NEPAD.
No exercício destas atribuições, Angola partilhará a sua experiência e vai colocá-la ao dispor da União Africana para o reforço da mobilização do capital humano africano e a consolidação dos resultados transformadores para o nosso continente, com especial enfoque no alinhamento entre a Agenda 2063 e os planos nacionais de desenvolvimento.
Neste contexto, iremos promover a implementação de iniciativas continentais, sempre voltadas para o reforço das capacidades institucionais e técnicas dos Estados-Membros e das Comunidades Económicas Regionais, enquanto pilares essenciais da integração continental africana e da execução no terreno.
É claro que nada disso será possível sem cuidarmos do capital humano africano, dando, neste caso, maior atenção aos mais jovens, dos quais esperamos um envolvimento activo nos programas de mobilização de recursos e investimento africanos e não só, destinados ao desenvolvimento do nosso continente.
Reitero, nesta ocasião, a nossa total disponibilidade para trabalharmos conjuntamente num espírito de coesão, solidariedade e responsabilidade partilhada, em prol de uma África mais integrada, próspera e resiliente.
Muito obrigado pela confiança depositada e pela vossa atenção”.







