O Presidente da República, João Lourenço, destacou a importância dos recursos marinhos para o processo de desenvolvimento do país, sublinhando que o mar constitui uma fonte estratégica e impulsionadora do crescimento socioeconómico.
O Chefe de Estado manifestou a importância dos recursos do mar no prefácio ao livro “Espécies Marinhas Mais Frequentes na Costa Angolana”, lançado sexta-feira, em Luanda, numa iniciativa do Ministério das Pescas e Recursos Marinhos.
Para um melhor aproveitamento dos recursos marinhos, o Presidente da República ressalta ser necessário capacidade técnica e profissional, de modo a que o país crie as bases para um desenvolvimento sustentável e que, ao mesmo tempo, cumpra com as suas obrigações de participação no processo de mudanças globais.
João Lourenço referiu que Angola detém uma diversidade biológica inestimável e a sua conservação constitui um elevado desafio para o Executivo e para toda a sociedade angolana, tendo sublinhado que o país pretende conservar a riqueza natural e os valores culturais para as futuras gerações.
“Precisamos de uma nova abordagem económica que se adeque aos eixos citados, nomeadamente a economia verde e azul, e à economia circular, harmonizando o crescimento económico e o consumo de recursos naturais em prol do bem-estar e qualidade de vida da sociedade angolana”, lê-se no prefácio.
O Presidente da República acrescentou que a conservação da biodiversidade é parte integrante da “Estratégia de Desenvolvimento Angola 2025”, que se encontra alicerçada na sustentabilidade, equidade e modernidade.
A economia azul, prosseguiu o Presidente da República, é uma abordagem global que promove o desenvolvimento das economias marítimas e valorização dos recursos oceânicos e costeiros. Por essa razão, o estadista angolano disse estar alicerçada numa gestão ecossistémica integrada, baseada nos princípios de equidade, inclusão social, eficiência energética e desenvolvimento com baixa emissão de carbono. “Engloba, ainda, o uso inteligente e responsável dos recursos naturais, bem como o funcionamento dos ecossistemas, mantendo-os resilientes e saudáveis para a satisfação das necessidades actuais e vindouras”, destaca-se, igualmente, no prefácio.
O Presidente da República ressalta que a costa requer uma atenção especial, tanto pela diversidade de ecossistemas, habitats e espécies (incluindo aves, peixes, mamíferos e outras espécies), quanto pelo facto da concentração das populações que dependem deste recurso para a sua sobrevivência, assim como pela vulnerabilidade do meio, devido aos fenómenos ambientais relacionados com as alterações climáticas.
Nesta conformidade, fez saber que a implementação das estratégias nacionais de Biodiversidade e do Mar continuarão a actuar como uma ferramenta transformadora, interligando sociedade, economia e ambiente, com vista ao alcance de equilíbrio entre o processo humano e a conservação dos recursos naturais. “Pretendemos, em Angola, alcançar um futuro mais sustentável para os oceanos e a melhoria da qualidade de vida das nossas populações”, salientou o Chefe de Estado no prefácio ao “Espécies Marinhas Mais Frequentes na Costa Angolana”, cujo acto de lançamento foi orientado pela Vice-Presidente da República, Esperança da Costa.
Fonte; JA








