Em meio a desconfianças de alegada pressão institucional, um grupo de activistas, encabeçado por Dino Calei, adiou a realização da vigília, inicialmente marcada para dia 11 de Janeiro deste ano, com a necessidade de “redireccionamento”. Governo de Benguela lembra que a urbanização “Acácias Rubras”, para cuja construção recaem suspeitas de terem sido usados fundos públicos, está sob processo judicial e admite que o tribunal supremo lhe retirou a guarda dos imóveis a favor da empresa REMPROS, LDA
Activistas questionam a razão de um projecto daquela dimensão, composto por sete blocos com 200 apartamentos, estar abandonado e a degradar-se, quando milhares de cidadãos não têm casa própria. Eles previam uma série de acções reivindicativas, com destaque para manifestações e vigílias, de modo a exigir que as autoridades judiciais e não só resolvam o programa do denominado projecto “Acácias Rubras”, no município dos Navegantes.
Sob a bandeira da promoção do “diálogo público e sensibilização sobre o direito à habitação”, os activistas tinham solicitado ao Governo Provincial de Benguela esclarecimentos e, por conseguinte, sugeriam que se encontrasse uma solução, face ao défice habitacional em Benguela.
Porém, inicialmente, das autoridades não tinham obtido nenhuma resposta, apesar de, a poucos dias de acções reivindicativas, ter havido reuniões com auxiliares do governador Manuel Nunes Júnior que não produziram efeitos desejados – dizem activistas com quem este jornal privou.
POR: Constantino Eduardo, em Benguela









