O Executivo angolano anunciou nesta Quarta- feira, em Luanda, um reforço das medidas de prevenção e combate ao vandalismo de bens e serviços públicos, após registar prejuízos consideráveis e a actuação de redes organizadas que comprometem infra-estruturas essenciais ao desenvolvimento económico e social do país
A posição foi apresentada pelo ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Furtado, na abertura do Colóquio sobre Medidas de Prevenção e Combate ao Vandalismo. Nos últimos anos, o Governo tem investido em sectores estratégicos como o da energia, águas, telecomunicações, transportes, saúde e educação, com o objectivo de melhorar a qualidade de vida das populações.
No entanto, desde 2023, tem-se registado uma intensificação dos actos de destruição, furto e sabotagem, que o Executivo considera uma ameaça ao funcionamento normal de serviços vitais. Dados oficiais revelam que, em 2023, a Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE) contabilizou perdas superiores a 400 milhões de kwanzas devido ao furto de cabos eléctricos e à destruição de equipamentos, enquanto em 2025 os danos no sector energético tinham ultrapassado os 50 milhões de dólares.
Em Luanda, a vandalização da iluminação pública na Via Expressa causou prejuízos de cerca de 39 milhões de kwanzas, tendo comprometido a segurança rodoviária e a mobilidade urbana. Problemas semelhantes foram registados em outras províncias, com perdas que ultrapassam os 140 milhões de kwanzas.








