OPaís
Ouça Rádio+
Sex, 16 Jan 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Emmanuel Macron desembarca em Luanda com nova abordagem política sobre África

João Feliciano por João Feliciano
3 de Março, 2023
Em Manchete, Política

De viagem a quatro países africanos, nomeadamente Angola, Gabão, República do Congo e República Democrática do Congo, o Presidente francês Emmanuel Macron invoca “menos presença militar e mais humildade da França para com África”

Poderão também interessar-lhe...

Assembleia Nacional aprova cessação do mandato de Carolina Cerqueira

Angola e Rússia abordam reforço da cooperação parlamentar

Angola pode estar a servir de canal para financiar grupos de terroristas

Pouco antes da sua partida para o Gabão, o Presidente francês Emmanuel Macron havia invocado uma nova política africana, no Palácio do Eliseu, “que não deveria ser mar- cada pela presença militar, mas sim pela humildade”. Na última Segunda-feira, 27 do mês passado, em Paris, Emmnuel Macron afirmou que a França deve mostrar “humildade pro- funda” em África.

Por conseguinte, isto inclui também a “redução notável” da sua presença militar em África, que deverá ser implementada nos próximos meses. Esta “reorganização” não é, contudo, um retiro, salientou o chefe de Estado francês, que desembarcou ontem, no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, em Luanda, proveniente da República Democrática do Congo, na sequência da sua visita ao Gabão e República do Congo. Ademais, Macron quer intensificar as relações económicas com os parceiros africanos, por isso traz consigo uma vasta delegação do seu executivo e de empresários franceses.

“Lança uma nova nota sobre África”

No início do seu consulado, Emmanuel Macron já havia anunciado uma “nova política para África”. O seu discurso aos estudantes no Burkina Faso, em Novembro de 2017, no qual apelou a um afastamento da “Françafrique”, a influência neocolonial da França em África, foi muito discutido. Aliás, ele próprio referiu-se a este discurso na Segunda-feira, em Paris.

O objectivo do Presidente Macron é enfatizar mais modéstia do que no passado, diz Leonardo Katari, professor de relações internacionais.O especialista faz uma avaliação positiva do discur- so de Segunda-feira numa entre- vista a OPAÍS: “é um tom muito diferente de há seis anos atrás, quando Macron fez o seu discurso sobre a política da África francesa em Ouagadougou”. O especialista diz que o discurso mostra as deliberações que tiveram lugar no Palácio do Eliseu, mas também no Ministério dos Negócios Estrangeiros sobre como a França precisa de mudar a sua política para África à luz da realidade e dos reveses que o país tem sofrido, particularmente na região do Sahel.

O principal objectivo é colocar as bases militares francesas que permanecem no continente africano sob forte influência africana – e há muitas delas, por exemplo no Chade, Níger, Costa do Marfim e Djibuti, diz Leonardo Katari. No futuro, as bases militares de- verão continuar a operar em conjunto com os soldados locais ou ser convertidas em academias militares. Recentemente, o número de forças francesas no continente africano já tinha diminuído de 5000 para 3000.

Conceitos de segurança inadequados para os conflitos em África

Na realidade, a ideia de transformar as bases em academias militares não é assim tão nova, diz Leonardo Katari, acrescentando que esta abordagem lembra fortemente a política seguida pela França no final dos anos 90 e início dos anos 2000. “Mesmo no início da crise do Sahel, há mais de dez anos, os exércitos africanos encontravam-se num estado que tinha de dar motivos para reconsiderar esta forma de formação.

Isso não aconteceu”. Pelo contrário, elucida, tornou-se claro que os conceitos de segurança importados – sejam eles franceses, multilaterais ou mesmo russos –, são completamente inadequados para lidar com os conflitos em África. Mas enquanto a influência da França nas suas antigas colónias diminui, assevera, os países africanos continuam a ser importantes para a política parisiense.

Por isso, entende Leonardo Katari, o Presidente Macron está agora a procurar uma cooperação económica mais estreita. “Como ele mesmo já havia dito, as empresas francesas têm agora de competir mais, tendo em conta a presença chinesa e russa no continente africano”, salientou. O itinerário do Presidente Macron pode dar uma indicação de como Paris pretende atingir este objectivo. “Trata-se de reconstruir as relações com países há muito ligados à França, como o Gabão, onde este ano serão realizadas eleições, e o Congo-Brazzaville, o que é importante para todo o abastecimento energético”, diz. Segundo o docente, esta viagem é um sinal de que a França não está a retirar-se de África, mas quer construir “novas e melhores relações”, tais como com Angola, que havia solicitado a adesão ao grupo de países africanos francófonos e também à Commonwealth.

 

João Feliciano

João Feliciano

Recomendado Para Si

Assembleia Nacional aprova cessação do mandato de Carolina Cerqueira

por Jornal OPaís
16 de Janeiro, 2026

A Assembleia Nacional aprovou, esta sexta-feira, sob coordenação da Comissão de Mandatos, Ética e Decoro Parlamentar (9.ª CTE), a cessação...

Ler maisDetails

Angola e Rússia abordam reforço da cooperação parlamentar

por Jornal OPaís
16 de Janeiro, 2026

O presidente da Assembleia Nacional, Adão de Almeida, recebeu, nesta sexta-feira,16, em audiência, uma delegação do Comité para os Assuntos...

Ler maisDetails

Angola pode estar a servir de canal para financiar grupos de terroristas

por Paulo Sérgio
16 de Janeiro, 2026

Apesar de não enfrentar uma ameaça terrorista interna de natureza sistémica, Angola encontra-se exposta a riscos relevantes de financiamento do...

Ler maisDetails

Sistema jurídico enfrenta teste de eficácia no combate ao financiamento do terrorismo

por Jornal OPaís
16 de Janeiro, 2026

A atribuição à Angola de uma classificação de risco médio, na Avaliação Nacional de Risco de Financiamento do Terrorismo (ANR/FT...

Ler maisDetails

Câmara de Comércio da cidade de Jinhua da China mostra interesse em mobilizar investidores para Angola

16 de Janeiro, 2026

Assembleia Nacional aprova cessação do mandato de Carolina Cerqueira

16 de Janeiro, 2026

Angola e Rússia abordam reforço da cooperação parlamentar

16 de Janeiro, 2026

Executivo autoriza verbas para aquisição de licenças Microsoft para toda Administração Pública

16 de Janeiro, 2026
OPais-logo-empty-white

Para Sí

  • Medianova
  • Rádiomais
  • OPaís
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos

Radiomais Luanda

99.1 FM Emissão online

Radiomais Benguela

96.3 FM Emissão online

Radiomais Luanda

89.9 FM Emissão online

Direitos Reservados Socijornal© 2026

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.