O embaixador de Israel em Angola, Leo Vinovezky, afirmou, ontem, que a operação aérea lançada pelas forças israelitas contra o Irã teve como objectivo eliminar as ameaças consideradas “existenciais” contra o Estado israelita. Disse que o seu país conta com a compreensão e solidariedade de alguns Estados africanas bem como das suas experiencias em resolução de conflitos
As declarações foram feitas durante um encontro com jornalistas angolanos realizado na Embaixada daquele país euro-asiático em Luanda. Segundo o diplomata, o ataque, descrito por Israel como preventivo, visou neutralizar estruturas militares e as capacidades estratégicas iranianas que, de acordo com o Governo israelita, representam um risco directo para a segurança do país.
“Estamos a falar de uma operação aérea cujo objectivo fundamental é acabar com a ameaça do regime iraniano, que há décadas declara a intenção de exterminar o Estado de Israel”, afirmou. O embaixador acrescentou que já foram atingidas com sucesso várias posições estratégicas e que os aviões de combate israelitas controlam neste momento todo o espaço aéreo iraniano.
Operação visa eliminar a ameaça nuclear e militar
De acordo com Leo Vinovezky, a ofensiva militar possui três objectivos fundamentais: eliminar completamente a ameaça existencial contra Israel; permitir que o povo iraniano tenha um futuro diferente; e impedir que o regime iraniano adquira capacidade de armamento nuclear. “Imagine um regime dessa natureza com capacidade nuclear. Isso é algo que Israel e o mundo livre não podem permitir”, disse o diplomata.
O embaixador acusou ainda o regime iraniano de apoiar organizações consideradas terroristas por Israel, como o Hezbollah no Líbano, o Hamas na Faixa de Gaza e os Houthis no Iêmen, além de fornecer armamento a estes grupos.








