Nossa Seguros BFA SB FIB BANCO BAI
Sex, 16 Out 2026
OPAÍS
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS

Em Benguela: Juízes de garantias “desalojam” PGR do pedestal da acção penal

Jornal Opaispor Jornal Opais
18 de Agosto, 2023
Em Política
Em Benguela: Juízes de garantias “desalojam” PGR do pedestal da acção penal

Com a entrada em funcionamento dos juízes de garantias passa- dos três meses, a Procuradoria-geral da República deixou de ser “árbitro e jogador” ao mesmo tempo, consideram operadores do Direito em Benguela, quando chamados a proceder a um balanço sobre a entrada em funcionamento daqueles magistrados judiciais por imperativo constitucional

Operadores de direito afirmam que a entrada em funcionamento dos juízes de garantias constitui um ganho e avanço no Estado Democrático e de Direito em Angola, por ter permitido operar vá- rias mudanças no sistema penal. Como início de conversa, os entrevistados deste jornal – entre advogados, juiz e procurador – sinalizam, neste particular, o fac- to de a medida de coação pessoal prisão preventiva ter deixado de ser regra. Mas, apesar dessas mudanças operadas, há quem, entre eles, defenda que, na próxima revisão do Código de Processo Penal, se retire ao procurador competências de emitir mando de de- tenção.

A julgar pelo facto de os direitos e liberdades fundamentais serem inalienáveis e imprescritíveis, os profissionais do Direito em Benguela entendem que a emissão de mandados de detenção devia ser de competência exclusiva de um juiz, sendo uma medida de privação da liberdade, embora precária. O advogado José Faria sustenta que o procurador, como parte desinteressada do processo, não podia continuar a ser “jogador e árbitro” ao mesmo tempo.

“Hoje, nós assistimos mais privilégios às medidas de liberdade em relação às medidas de privação. Ou seja, para o Ministério Público, que era parte desinteressada no processo, a prisão preventiva era quase regra. Com a entrada dos juízes de garantias, a prisão preventiva tem sido excepção. Hoje, aplica-se, excepcionalmente, naqueles crimes graves e naquelas circunstâncias em que a lei prevê (há perigo de fuga, de continuidade da actividade criminosa, há perigo de destruição de provas, por exemplo”, elenca.

O causídico, que falava em exclusivo a O PAÍS, diz que o mesmo se dá em relação ao património. Segundo disse, não caberia mais ao Ministério Público a competência para emitir mandado de apreensão de determinados bens, bem como de documentos. “Esses mandados de apreensão o Ministério Público ainda emite, embora sem prejuízo da fiscalização do juiz de garantias”, argumenta.

Antes de os juízes de garantias terem entrado em funções, a Pro- curadoria-Geral da República era sistematicamente acusada, por alguns advogados, de “prender para depois investigar”, uma crítica vezes sem conta rebatida pela visada. Os operadores de justiça são de opinião que cai, assim sendo, por terra aquilo a que chamam de “abuso” e que até mesmo juízes, em sede de julgamento, puxavam – volta-e-meia – às orelhas a magistrados, por alegada falta de provas em alguns processos, sugerindo, desta feita, má- instrução.

Garante de celeridade em salas de crimes Abordado por este jornal, à saída de uma audiência com o delega- do do Ministério do Interior, o juiz presidente da Comarca de Benguela, António Santana, não tem dúvidas de que os juízes de garantias vieram conferir uma “lufada de ar fresco” à componente do respeito aos direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos.

“Deixa-me dizer, o arguido, apesar de ter enveredado à criminalidade, é, acima de tudo, um cidadão e tem os seus direi- tos respeitados e protegidos na Constituição “, sustenta o ma- gistrado judicial, tendo realçado que, trezes anos depois da entra- da em vigor da Constituição da República, em que prevê a figura do juiz de garantias, o Estado cumpre um imperativo que confere mais celeridade ao processo penal, na perspectiva de colocar o cidadão no centro de todas as atenções.

“Ainda é um bebê (referindo- se à entrada dos juízes) e vamos trabalhar. Temos ainda muito por fazer pela frente. Temos encontrado alguns escolhos nesta empreitada. Temos mais celeridade. Se for à sala dos crimes, há- de constatar isto mesmo”, apontou. Sobre este assunto já se tinha pronunciado a PGR.

Entretanto, embora assinalasse também ganhos, a Procuradoria-Geral da República adverte que os juízes de Garantias não vieram com nenhuma “varinha mágica” capaz de solucionar todos os problemas da justiça.A procuradora-geral da República junto do Tribunal da Comarca do Lobito, Núria Viegas, salientou, recentemente, em declarações à imprensa, como tinha noticiado este jornal, que não comungava com a ideia de que os juízes de garantias desproviram a PGR de poderes, até porque ainda continua a ser o promotor da acção penal. Nesta perspectiva, o jurista Chipilica Eduardo salienta que o cidadão precisava de ter um juiz imparcial que aferisse a legalidade da sua privação de liberdade.

Do ponto de vista prático, para si, ainda é prematuro fazer uma avaliação – quer positiva, quer negativa. O também docente universitário refere que nem tudo é um “mar de rosas”, havendo, de resto, já muitos recursos a questionar as decisões dos juízes de garantias. E à medida que o processo caminha, disse o causídico, vai também cometendo alguns erros.

“Mas a ideia é deslocar Ministério Público para o juiz de garantias. Na verdade, mudou um pouco, porque o Ministério Público hoje tem que requerer ao juiz de garantias a privação de liberdade e o arguido tem como defender-se do Ministério Público, com base no princípio do contraditório, e das decisões do juiz de garantias, há o recurso. Nesse aspecto há alguma melhoria, agora o exercício como tal ainda é um processo”, considera.

POR: Constantino Eduardo, em Benguela

Relacionados - Publicações

“A nossa capacidade de abraçar e perdoar é fundamental para construirmos um país próspero”

“A nossa capacidade de abraçar e perdoar é fundamental para construirmos um país próspero”

por João Feliciano
16 de Outubro, 2026

O...

PR inaugura hoje memorial em homenagem às vítimas dos conflitos políticos

Presidente da República defende preservação da história para evitar repetição dos erros do passado

por Onesimo Lufuankenda
15 de Outubro, 2026

O...

Presidente da República planta árvore na Assembleia Nacional

Presidente da República planta árvore na Assembleia Nacional

por Jornal OPaís
15 de Outubro, 2026

O...

João Lourenço reafirma compromisso com a reconciliação nacional

Presidente da República deixa Assembleia Nacional após discurso sobre o Estado da Nação

por Jornal OPaís
15 de Outubro, 2026

O...

Teté António participa hoje na Cimeira da SADC e CAO

Tete António destaca papel de João Lourenço na abertura de Angola ao mundo

por Jornal OPaís
15 de Outubro, 2026

O...

Deputados da 4ª Comissão fiscalizam obras do PIIM no Bengo e Luanda

João Lourenço defende consenso parlamentar para desbloquear autarquias

por Onesimo Lufuankenda
15 de Outubro, 2026

O...

Carregar Mais
Publicidade

Maís Populares

  • Empreendedora angolana cria plataforma para venda de produtos africanos em Portugal

    Empreendedora angolana cria plataforma para venda de produtos africanos em Portugal

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • GPL disponibiliza resultados da validação das candidaturas aos concursos públicos

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Huambo acolhe acto central das comemorações do 35° aniversário das FAA

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Unitel Estrelas ao Palco inicia este sábado a fase das eliminatórias

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Polícia trava desvio de 10 toneladas de fertilizantes no Porto do Lobito

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
Siga OPAÍS no WhatsApp

Relacionados - Publicações

“A nossa capacidade de abraçar e perdoar é fundamental para construirmos um país próspero”

“A nossa capacidade de abraçar e perdoar é fundamental para construirmos um país próspero”

por João Feliciano
16 de Outubro, 2026

O...

PR inaugura hoje memorial em homenagem às vítimas dos conflitos políticos

Presidente da República defende preservação da história para evitar repetição dos erros do passado

por Onesimo Lufuankenda
15 de Outubro, 2026

O...

Presidente da República planta árvore na Assembleia Nacional

Presidente da República planta árvore na Assembleia Nacional

por Jornal OPaís
15 de Outubro, 2026

O...

João Lourenço reafirma compromisso com a reconciliação nacional

Presidente da República deixa Assembleia Nacional após discurso sobre o Estado da Nação

por Jornal OPaís
15 de Outubro, 2026

O...

Teté António participa hoje na Cimeira da SADC e CAO

Tete António destaca papel de João Lourenço na abertura de Angola ao mundo

por Jornal OPaís
15 de Outubro, 2026

O...

Deputados da 4ª Comissão fiscalizam obras do PIIM no Bengo e Luanda

João Lourenço defende consenso parlamentar para desbloquear autarquias

por Onesimo Lufuankenda
15 de Outubro, 2026

O...

Carregar Mais
Artigo Seguinte

BAI presente na Expo Huíla com novidades em produtos e serviços

Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM