A pouco mais de um ano das eleições gerais, o sistema partidário angolano volta a entrar num ciclo de disputa interna e reconfiguração estratégica. A proximidade do pleito de 2027 tem forçado as principais forças políticas a promoverem uma renovação ititucional, a mobilização das bases e o redesenho de discursos e programas eleitorais, num quadro onde a fragmentação e o surgimento de novas formações introduzem incertezas e reposicionamentos
No plano constitucional, o artigo 109.º e seguintes da Constituição da República de Angola (CRA) estabelecem os princípios do pluralismo partidário, liberdade de associação e eleições gerais para Presidente e Assembleia.
Já a Lei dos Partidos Políticos e o regime eleitoral regulam a constituição, participação e fiscalização das formações políticas. Mas o que a lei garante formalmente, os actores políticos testam no terreno — e é aí que se mede a real competitividade democrática.
MPLA: Renovação a partir das estruturas intermédias
O MPLA, partido no poder desde a independência, entra no ciclo pré-eleitoral com dois eixos centrais: a transição programática e a gestão da sucessão interna. A realização do congresso da OMA, em Fevereiro e Março do presente ano, é vista como um marco estratégico para a reorganização das bases, testar narrativas e ajustar a máquina partidária antes da disputa nacional.
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