As novas dinâmicas geopolíticas e os desafios globais, como a segurança energética, as alterações climáticas e a segurança alimentar, estão a pressionar Angola a adaptar a sua actuação externa, com um forte impacto na influência e na capacidade de resposta estratégica, defendeu ontem, em Luanda, o ministro das Relações Exteriores, Téte António
A posição foi manifestada durante a Conferência sobre os 50 anos de Angola nas organizações internacionais (1976-2026), realizada na tenda da Marginal de Luanda onde o governante sublinhou que o actual contexto internacional impõe uma diplomacia mais proactiva, capaz não apenas de acompanhar, mas de influenciar processos de decisão à escala global.
Perante este cenário, Téte António considerou ser prioritário o reforço da formação de quadros diplomáticos e uma maior articulação entre a política externa e as metas internas de desenvolvimento, numa altura em que o país é chamado a intervir em matérias cada vez mais complexas, como a mobilidade humana e a estabilidade regional.
O ministro referiu que a experiência acumulada por Angola ao longo de cinco décadas — desde o apoio às lutas de libertação até à participação nas missões de mediação e estabilização na África Central e Austral — constitui um activo estratégico que deve ser capitalizado para enfrentar os desafios actuais.
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