A candidata única ao cargo de secretária-geral da Organização da Mulher Angolana (OMA), Emília Carlota Dias, está a desdobrar-se pela região sul do país em contactos directos com as militantes, no âmbito da preparação do VIII Congresso Ordinário da organização, agendado para 27 de Fevereiro a 1 de Março, em Luanda. A deputada do MPLA defende que os desafios de mobilização das mulheres devem traduzir-se em conquistas políticas e eleitorais, com vista às eleições gerais de 2027
Depois de passar pelas províncias do Huambo, Bié e Benguela, a candidata tem apresentado às estruturas de base as linhas de força da sua candidatura, assentes na proximidade com as militantes, no reforço da união interna e na transformação das preocupações sociais em agenda política consistente.
No Huambo, destacou o simbolismo histórico da província, onde evocou o antigo Reino do Mbalundu e a figura do escritor Manuel Rui Monteiro, sublinhando que mobilizar exige convencer, fundamentar e liderar.
No Bié, em acto de massas realizado na cidade do Cuíto, Carlota Dias apelou ao “voto útil” e total das delegadas ao congresso, tendo defendido que a organização deve sair do conclave mais coesa e unida. Sustentou que a OMA representa uma parte significativa da mulher angolana e, por isso, precisa de reforçar a sua capacidade de intervenção política e social.
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