O director-geral do Instituto Nacional de Estatística, Joel Futi, aponta a migração como principal factor. Nos últimos dez anos, muita gente deixou Benguela e foi viver para outras regiões à procura de melhores condições de vida. A província do Huambo conta, actualmente, com 2,7 milhões de habitantes contra os 2,6 milhões de que Benguela, neste momento, dispõe
Muitos cidadãos, que, anteriormente, tinham residência fixa em Benguela, abandonaram a província e rumaram para outras latitudes à procura de melhores condições de vida – revelou o director-geral do Instituto Nacional de Estatísticas, Joel Futi, que se apegou a dados produzidos em 2024 pelo Censo Nacional da População e Habitação. Numa curta declaração ao jornal OPAÍS, o responsável apontou os jovens como aquela camada so- cial que mais abandonou a província nos últimos dez anos.
“Portanto, muitos jovens abandonaram a província de Benguela”, refere. Intervindo na cerimónia de apresentação dos dados definitivos do censo para a província de Benguela, o responsável começou por reiterar o rigor técnico e a transparência com que se produziram os resultados do censo, na base das boas práticas internacionais recomendadas pelas Nações Unidas, para depois ilustrar os indicadores demográficos e socioeconómicos da província de Benguela, resumidos, essencialmente, em agregados familiares e habitações, para além das suas características.
Desta feita, revela que a população residente na província de Benguela, à data de 19 de Setembro de 2024, altura que se realizou o censo, foi estimada em 2,6 milhões de habitantes, representando, deste modo, um aumento de 365 mil, nos últimos dez anos. Ou seja, conforme sustenta, a região registou uma taxa de crescimento médio anual de 1,5 por cento ao ano.
POR: Constantino Eduardo, em Benguela
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