Decorre, desde às primeiras horas desta Quarta-feira, 11, a 48.ª Sessão Ordinária do Conselho Executivo da União Africana (UA), encontro que reúne os chefes da diplomacia dos Estados-Membros da organização continental.
O encontro, que é presidido pelo ministro das Relações Exteriores de Angola, Téte António, tem como principal objectivo preparar a 39.ª Sessão Ordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana.
Durante os trabalhos, os participantes apreciam os relatórios dos Comités do Conselho Executivo, da 51.ª Sessão Ordinária do Comité dos Representantes Permanentes (CRP) e da participação da União Africana no G-20.
Constam igualmente da agenda a análise de projectos de instrumentos jurídicos da organização e a actualização sobre a implementação da decisão do Conselho Executivo relativa ao Processo SACA — iniciativa destinada a avaliar competências e auditar as habilidades do pessoal da Comissão da União Africana.
No discurso de abertura, na qualidade de presidente do Conselho Executivo da UA, Téte António destacou que a presente sessão assinala o fim do mandato da República de Angola na Presidência rotativa da organização, classificando o momento como uma oportunidade de balanço, responsabilidade partilhada e projecção do futuro da União Africana.
O chefe da diplomacia angolana sublinhou que, ao longo do exercício do mandato, Angola adoptou uma abordagem pragmática, inclusiva e orientada para resultados. No plano das sessões ordinárias, recordou que presidiu à 47.ª Sessão do Conselho Executivo, cujos objectivos foram alcançados com o apoio dos Estados-Membros.
No capítulo das reformas estruturais, destacou a conclusão do processo de escolha da liderança da organização, o início da implementação do Processo SACA e os esforços para revitalizar os métodos de trabalho dos órgãos da União, tornando-os mais eficientes e alinhados com a Agenda 2063, denominada “A África que Queremos”.
Em matéria de multilateralismo, Angola promoveu, segundo o ministro, uma diplomacia activa que contribuiu para a realização de importantes encontros ministeriais, criando condições políticas para a TICAD 9, em Yokohama (Japão), e para a 7.ª Cimeira União Africana–União Europeia, realizada em Luanda.
No domínio da Paz e Segurança, o governante salientou a contribuição consistente de Angola durante o seu mandato de dois anos no Conselho de Paz e Segurança da União Africana, com actuação nos planos técnico, diplomático e político.
Téte António agradeceu o apoio dos Estados-Membros da UA, bem como do Presidente da Comissão da União Africana, Mahmoud Ali Youssouf, da Vice-Presidente, dos Comissários e demais funcionários da organização.
Antes de encerrar a sua intervenção, apresentou condolências, em nome do Conselho Executivo e a título pessoal, aos Governos e povos do Reino de Marrocos e da República de Moçambique, na sequência das recentes inundações que causaram perdas humanas e avultados danos.









