O secretário-geral da Federação dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Vicente Júnior, reafirmou este sábado, em Menongue, província do Cubango, o compromisso da classe com a preservação da paz, ao sublinhar o papel histórico desempenhado pelos combatentes ao longo dos diferentes períodos de luta armada que culminaram com a reconciliação nacional
Ao discursar em representação do presidente da Federação, o tenente-general reformado Peligando, o responsável referiu que a organização é uma entidade não-estatal reconhecida como parceira social estratégica do Executivo, com estatuto de utilidade pública atribuído pelo Presidente da República, João Lourenço.
Vicente Júnior explicou que a Federação congrega e lidera o movimento associativo dos antigos combatentes em todo o país, integrando associações de combatentes da luta de libertação nacional, provenientes dos três ex-movimentos de libertação, bem como reformados das Forças Armadas Angolanas dos ramos do Exército, Força Aérea e Marinha de Guerra.
A organização inclui igualmente associações de viúvas, deficientes e órfãos de guerra, além de sargentos e praças desmobilizados no âmbito dos acordos de paz, reforçando, segundo disse, o seu carácter representativo e inclusivo.
Durante a sua intervenção, o responsável fez uma retrospectiva histórica, e lembrou que Angola viveu 41 anos de conflito, desde 4 de Janeiro de 1961 até 4 de Abril de 2002, período marcado por três fases distintas: a luta de libertação contra o colonialismo português, a defesa da independência nacional e, por fim, a luta pela pacificação e reconciliação do país.
“Hoje, 4 de Abril de 2026, celebramos, em uníssono com o Governo e toda a nação, o Dia da Paz e o início da reconciliação nacional, num espírito de fraternidade entre irmãos”, afirmou.
O secretário-geral apelou à preservação da paz, considerando-a uma conquista alcançada com elevado sacrifício pelos angolanos. “Preservemos essa paz tão duramente conquistada”, enfatizou.







