Angola votou, ontem, em Nova Iorque, a favor da resolução da Organização das Nações Unidas sobre justiça reparatória pelo tráfico transatlântico de escravos, aprovada por 123 dos 193 Estados-Membros, numa sessão que ficou marcada pelos vários apelos à reparação histórica e ao combate às desigualdades herdadas da escravatura
A iniciativa, proposta pelo Gana, condena o tráfico de africanos escravizados como um dos mais graves crimes contra a humanidade, e observa que cerca de 12,5 milhões de pessoas foram capturadas e forçadas ao trabalho nas Américas, cujas consequências continuam a afectar profundamente o continente africano e as comunidades afro-descendentes.
Na votação, os Estados Unidos, Israel e Argentina manifestaram-se contra a medida, enquanto Portugal optou pe-a abstenção, num debate que voltou a provar as divergências quanto à aplicação das reparações, sobretudo no que diz respeito ao seu carácter retroactivo.
Angola defende justiça e políticas concretas de reparação
Momentos antes da votação, o ministro de Estado angolano e chefe da Casa Civil do Presidente da República, Dionísio da Fonseca, defendeu que a justiça reparatória constitui um instrumento essencial para o reconhecimento do sofrimento das vítimas e visa restaurar a dignidade das comunidades historicamente marginalizadas.
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