O embaixador de Angola no Benim, José Bamóquina Zau, reafirmou, hoje, em Cotonou, o compromisso do país com os objectivos e princípios do Processo dos Estados Africanos do Atlântico (PEAA), reconhecendo-o como uma plataforma estratégica para a promoção da paz, a segurança, o desenvolvimento sustentável e a integração regional no espaço atlântico africano.
O diplomata fez estas declarações durante a 7ª Reunião Ministerial do PEAA, que decorre na República do Benim, em representação do ministro das Relações Exteriores, Téte António.
O encontro, que junta os ministros dos negócios estrangeiros dos países africanos banhados pelo Oceano Atlântico, tem como objectivo reavaliar as questões atinentes à segurança marítima, corredores logísticos e transição energética para consolidar um espaço africano integrado.
Segundo uma nota de imprensa a que tivemos acesso, durante a sua intervenção, o embaixador angolano destacou que o espaço atlântico africano assume uma crescente importância geopolítica e constitui um vector estratégico de segurança, desenvolvimento e afirmação dos Estados a nível do continente berço e internacional.
“A crescente competição geopolítica e geoestratégica tem conduzido à reconfiguração das cadeias logísticas globais e aumentado a pressão sobre os recursos naturais. Neste contexto, o nosso espaço marítimo deixou de ser periférico para se tornar um espaço central na arquitectura económica e estratégica mundial”, afirmou o diplomata.
O político defendeu o reforço da cooperação regional e da coordenação entre os Estados, através do intercâmbio de informações, fortalecimento das capacidades institucionais, realização de acções conjuntas de vigilância marítima e a promoção de mecanismos eficazes de prevenção e resposta às ameças transnacionais.
No encontro, as entidades participantes adoptaram a chamada “Declaração de Cotonou”, medida vista como um sinal político inequívoco de que permanecem comprometidos com o Plano de Acção e com a consolidação de um espaço atlântico africano integrado, assente na segurança marítima, nos corredores logísticos ecológicos e na transição energética sustentável.








