Notas sobre um ano de presidência africana (2025–2026)
Angola conclui neste fim -de-semana o exercício da Presidência pro tempore da União Africana . Doze meses exatos. Um ciclo político completo durante o qual o País assumiu, com consciência histórica e rigor estratégico, a condução de uma organização continental confrontada simultaneamente com complexidades geopolíticas persistentes, fraturas regionais latentes e a exigência inadiável de renovação institucional.
Não foi um mandato moldado pela retórica fácil nem pela exibição diplomática; foi, antes, um exercício deliberado de liderança sóbria, assente no método, na prudência e na conversão da autoridade política em efeitos tangíveis.
O mandato coincidiu com um momento de forte densidade simbólica: o quinquagésimo aniversário da Independência Nacional. Meio século após ter sido beneficiária directa da solidariedade africana no seu processo de libertação, Angola assumiu a presidência da União Africana com a maturidade de quem reconhece, pela própria experiência histórica, o valor estruturante da cooperação e da responsabilidade colectiva.
POR: Hotalide Cordeiro Domingos
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