Angola reiterou, esta terça-feira, o seu compromisso com a promoção de um sistema internacional de propriedade intelectual mais inclusivo, equilibrado e ajustado às necessidades dos países em desenvolvimento, durante a sessão extraordinária da 67.ª Assembleia da Organização Mundial da Propriedade Intelectual.
A posição foi apresentada pela embaixadora Ana Maria de Oliveira, representante permanente de Angola junto do Escritório das Nações Unidas e outras organizações internacionais em Genebra.
No seu discurso, a diplomata sublinhou a importância de um modelo de propriedade intelectual que responda de forma mais equitativa às realidades dos países em desenvolvimento.
A proposta defendida por Angola foi igualmente apoiada por vários blocos e países, incluindo a África do Sul, em nome do Grupo Africano, Portugal, em representação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), e o Nepal, em nome dos Países Menos Avançados.
A reunião serviu também para a apresentação de Daren Tang, recentemente reeleito para o cargo de diretor-geral da organização.
Durante a intervenção, a representante angolana reafirmou o compromisso do país em colaborar ativamente com a OMPI e os Estados-membros, sobretudo no reforço de capacidades técnicas, no acesso ao conhecimento e no estímulo à inovação como motores do crescimento inclusivo.
A diplomata destacou ainda a necessidade de uma cooperação internacional mais robusta para enfrentar desafios emergentes, como a transformação digital, o desenvolvimento da economia criativa e a valorização dos recursos endógenos.









