O representante permanente de Angola junto das Nações Unidas, Francisco da Cruz, de fendeu a preservação da memória histórica africana como elemento fundamental para a construção de sociedades mais justas, inclusivas e comprometidas com a dignidade humana, sublinhando o papel estratégico da educação neste processo
A posição foi manifestada no último fim-de-semana, durante a participação, por via remo ta, nas II Jornadas Comemorativas do Dia de África, promovidas pela Associação dos Estudantes da Universidade Federal do Piauí, no Brasil.
Na ocasião, o diplomata angola no destacou que o ensino da história de África e da escravatura constitui um instrumento essencial para combater narrativas in completas ou marcadamente eurocêntricas, permitindo resgatar a verdade histórica e valorizar as contribuições das culturas africanas e afrodescendentes na formação do mundo contemporâneo.
Francisco da Cruz considerou que reflectir sobre o passado marcado pela escravidão vai além do exercício de memória, representando também um compromisso ético com os desafios do presente e com a construção do futuro.
“Um mundo mais justo somente poderá ser construído com base na verdade histórica, na memória colectiva e na defesa incondicional da dignidade humana”, afirmou.
Durante a sua intervenção, o embaixador lembrou que o tráfico transatlântico de escravos constituiu a maior migração forçada da história da humanidade, ressaltando que, ao longo de cerca de quatro séculos, milhões de africanos foram capturados, arrancados das suas terras e submetidos a condições desumanas de exploração.
Segundo o diplomata, compreender a dimensão histórica desse período e preservar a memória dos seus impactos representa um passo decisivo para fortalecer a consciência colectiva, promover a justiça histórica e combater práticas de discriminação ainda presentes em várias sociedades.
As II Jornadas Comemorativas do Dia de África reuniram estudantes, académicos e convidados em torno da reflexão sobre a história, a identidade e os desafios contemporâneos do continente africano, assinalando a efeméride com enfoque na valorização da memória histórica e no reforço dos laços entre África e a diáspora.









