OPaís
Ouça Rádio+
Seg, 5 Jan 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Angola condiciona relação com Portugal

Jornal Opais por Jornal Opais
30 de Novembro, 2017
Em Política

Warning: Trying to access array offset on false in /home/opaisao/public_html/wp-content/themes/jnews/class/Image/ImageNormalLoad.php on line 70

Warning: Trying to access array offset on false in /home/opaisao/public_html/wp-content/themes/jnews/class/Image/ImageNormalLoad.php on line 73

O ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto, garantiu que as relações entre Angola e Portugal “são excelentes”, mas “ensombradas por um caso específico que releva da atuação da justiça portuguesa”.

Poderão também interessar-lhe...

União Africana apela ao respeito da soberania dos Estados e integridade territorial

Ministro da Defesa defende que espírito da revolta da Baixa de Cassanje deve continuar a guiar angolanos em busca do desenvolvimento

‎UA expressa solidariedade ao povo venezuelano e apela ao respeito da soberania dos Estados

O ministro avisou ontem que enquanto o caso que envolve a Justiça portuguesa e Manuel Vicente não tiver um desfecho, Angola “não se moverá nas acções de cooperação com Portugal”. “Enquanto o caso não tiver um desfecho, o Estado angolano não se moverá nas acções, que todos precisamos, de colaboração com Portugal”, disse Manuel Augusto, em entrevista à Lusa e à rádio francesa TF1, à margem da cimeira entre a União Europeia e a União Africana, que termina hoje, Quinta- feira, em Abidjan, na Costa do Marfim.

“Este já não é um caso individual de justiça, é um caso do Estado angolano e enquanto não tiver um desfecho, o Estado angolano não se moverá nas acções de cooperação com Portugal, e competirá às autoridades do Estado português
verem se vale a pena esta guerra”, vincou o diplomata.

“Não fomos nós que a escolhemos, porque há elementos para tornar este caso num caso normal de justiça, mas a nossa posição é clara: enquanto não houver um desfecho não há cooperação nem encontros a alto nível, nem nenhum passo da nossa parte”, acrescentou Manuel Augusto, que falou aos jornalistas já depois de um encontro bilateral entre o Presidente de Angola e o primeiro- ministro português, ao final da manhã, à margem da cimeira.

Para o chefe da diplomacia angolana, as relações entre os dois países “são excelentes”, mas estas estão “ensombradas por um caso específico que releva da actuação da justiça portuguesa”. “Angola respeita a separação de poderes, mas a única coisa que queremos é que o poder judicial português deve ter em conta
os interesses de Portugal e de Angola”, disse.

“A razão de Estado aplica-se aqui; enquanto o poder judicial português entender que as relações entre dois Estados são menos importantes do que o cumprimento deste processo na direção em que estão a levar, nós aguardaremos”, alertou. Questionado sobre se a razão de Estado deve sobrepor -se ao poder judicial, Manuel Angola disse que “a justiça não se deve pôr nem por cima nem por baixo” e lembrou que existe um acordo judiciário entre os dois países, que permite a transferência de processos em caso de necessidade.

“O que se passa é que houve essa diligência em Portugal e o Ministério Público não é favorável, ou recusa-se a fazer, na argumentação de que não confia na justiça angolana, que terá havido uma amnistia e que o processo podia enquadrar-se nessa amnistia”, lamentou o diplomata. Só que, apontou, “aqui já há um juízo de valor sobre a justiça angolana, porque se não confiavam, não deviam ter assinado o acordo judiciário”, argumentou Manuel Augusto.

Lembrando o caso do empresário e antigo presidente do Sporting, Jorge Gonçalves, o ministro disse que “Portugal recorreu a este acordo para pedir a colaboração nesse caso”. “Ora, na análise, temos de concluir que o caso de Manuel Vicente está politizado, porque nem pelo valor material, nem pelas consequências da sua ação justifica todo este estardalhaço”, disse.

“Se é um problema político, então vamos tratá-lo politicamente”, concluiu. A Lusa noticiou a 19 de Maio que o Ministério Público (MP) já enviou para o Tribunal de Instrução Criminal o caso “Operação Fizz”, em que o ex-vice-Presidente da República de Angola e ex-presidente da Sonangol, Manuel Vicente, é suspeito de ter corrompido Orlando Figueira quando este era procurador no DCIAP, departamento do MP que investiga a criminalidade mais grave, organizada e sofisticada, designadamente de natureza económica.

Em causa estarão alegados pagamentos de Manuel Vicente, no valor de 760 mil euros, ao então magistrado para obter decisões favoráveis em dois inquéritos que tramitaram no DCIAP. Manuel Vicente está acusado de corrupção activa na forma agravada, branqueamento de capitais e falsificação de documentos.

A decisão do Departamento Central de Instrução Criminal (DCIAP) de enviar os autos para instrução (fase processual seguinte à acusação) surgiu numa altura em que, após um pedido do MP português para notificar Manuel Vicente, o procurador-geral de Angola decidir pedir um parecer ao Tribunal Constitucional sobre o assunto, o que atrasou a diligência.

‘É uma questão exclusivamente judicial’
O primeiro-ministro português, António Costa, considera que o “único irritante” nas relações entre Portugal e Angola é “da exclusiva responsabilidade” da justiça portuguesa. Costa garantiu que Angola concorda com este parecer. ‘Ficou claro que o único irritante que existe nas nossas relações é algo que transcende o Presidente da República de Angola e o primeiro-ministro de Portugal, transcende o poder político, e tem a ver com um tema da exclusiva responsabilidade d autoridades judiciárias portuguesas”, vincou António Costa.

Em declarações aos jornalistas em Abidjan, à margem da cimeira entre a União Europeia e a União Africana, que decorre até hoje, Quinta-feira, Costa sublinhou que a questão prende-se “exclusivamente com matérias judiciais” e argumentou que “não podem nem devem condicionar a política externa portuguesa”. Questionado sobre se Angola também terá esse entendimento, o primeiro-ministro respondeu que sim.

“Sim, muito claramente, isso foi reafirmado. Percebo as razões que Angola coloca, mas é hoje muito evidente que há uma distinção clara entre o que é o entendimento das autoridades políticas portuguesas e aquilo que é matéria das autoridades judiciais”, salientou o chefe do Governo português. António Costa considerou o encontro bilateral da manhã de ontem com João Lourenço como “muitíssimo bom, de acordo com a excelência das relações políticas que Angola e Portugal mantêm”.

O chefe do Governo disse que os dois países estão a ultrapassar as dificuldades económicas recentes, e que isso “permite encarar com optimismo e confiança o crescimento das relações económicas nos próximos anos” com o principal parceiro comercial português na África subsahariana. As declarações de António Costa surgem depois de o ministro das Relações Exteriores de Angola ter avisado que enquanto o caso que envolve a Justiça portuguesa e Manuel Vicente não tiver um desfecho, Angola “não se moverá nas acções de cooperação com Portugal”.

Jornal Opais

Jornal Opais

Recomendado Para Si

União Africana apela ao respeito da soberania dos Estados e integridade territorial

por Jornal OPaís
5 de Janeiro, 2026
DR

A União Africana (UA) manifestou-se, ontem, Domingo, profundamente preocupada com os recentes acontecimentos na Venezuela, que davam conta do sequestro...

Ler maisDetails

Ministro da Defesa defende que espírito da revolta da Baixa de Cassanje deve continuar a guiar angolanos em busca do desenvolvimento

por Neusa Felipe
5 de Janeiro, 2026
DANIEL MIGUEL

Angolanos assinalaram, ontem, o 65.º aniversário dos Mártires da Repressão Colonial. Um pouco por todo o país, antigos combatentes e...

Ler maisDetails

‎UA expressa solidariedade ao povo venezuelano e apela ao respeito da soberania dos Estados

por Jornal Opais
4 de Janeiro, 2026

‎‎A União Africana, maior e mais abrangente organização política e económica de África, reagiu, hoje, com profunda preocupação aos ataques...

Ler maisDetails

Juventude no Huambo exortada a preservar factos históricos

por Jornal Opais
4 de Janeiro, 2026

‎O vice-governador do Huambo para o Sector Político, Social e Económico, Angelino Elavoco, sublinhou, este domingo, 04, sobre a necessidade...

Ler maisDetails
DANIEL MIGUEL

Carta do leitor: Optimismo com os pés no chão

5 de Janeiro, 2026

É de hoje…Sempre à frente

5 de Janeiro, 2026

Baixa de Cassanje, sempre!

5 de Janeiro, 2026
VIRGIIO PINTO

Subida do preço de táxi cria rota de colisão entre taxistas e representante da classe na Huíla

5 de Janeiro, 2026
OPais-logo-empty-white

Para Sí

  • Medianova
  • Rádiomais
  • OPaís
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos

Radiomais Luanda

99.1 FM Emissão online

Radiomais Benguela

96.3 FM Emissão online

Radiomais Luanda

89.9 FM Emissão online

Direitos Reservados Socijornal© 2026

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.