BFA AIMC Bitur BFA SB SB FIB BANCO BAI
Seg, 2 Nov 2026
OPAÍS
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS

Uma casa portuguesa em São Paulo

Jornal OpaisPor Jornal Opais
8 de Setembro, 2023
Em Opinião
0
Tempo de Leitura: 3 mins de leitura
Uma casa portuguesa em São Paulo

No centro de São Paulo, no início da Avenida da Liberdade existe um lugar que todos sabem onde fica, mas que poucos sabem o que realmente é, foi e sobretudo quer ser: a Casa de Portugal.

Fundada em 1935, a “casa” levaria 20 anos a se instalar em um majestoso solar talhado em austero granito, dizem que inspirado por um discurso proferido pelo gênio revolucionário do arquiteto português Ricardo Severo, responsável por projetos de impacto na cidade de São Paulo, nomeadamente a Faculdade de Direito do largo de S, Francisco.

Primeiramente criada com a intenção de servir de assistência à comunidade lusa, muito cedo passaria a atuar como “Casa Mãe”, na defesa da língua portuguesa e na divulgação dos valores e das tradições do país europeu.

Desde a sua fundação, a Casa se afirma “a” instituição da Comunidade Luso-Brasileira e, também por isso, no melhor e no pior, tem sido espelho formador da opinião que os paulistas têm das gentes da terrinha. De Eusébio a Ronaldo.

De Zambujo e Leal. Hoje talvez poucos se lembrem, mas a imagem de Portugal e dos portugueses, até há pouco tempo, não era das melhores.

No século 20, Portugal e o Brasil coincidiram em uma década em ditadura (1964-1974) e, todos sabem, nada melhor que uma ditadura, como aliás recentemente se provou aqui, para inventar mentiras e escrever notícias falsas.

Embora Portugal tenha realmente tido um atraso estrutural, vítima de seu anacrônico Estado Novo (estabelecido em 1928) aquela caricatura antiquada, mulheres de bigode vestidas de preto e homens baixotes e pouco inteligentes, também se deve ao discurso oficial da ditadura brasileira, que apreciava essa gesta tosca, como alvo fácil e mobilizador.

Como em política percepção é tudo e, como a redemocratização no Brasil aconteceu em um momento bem mais moderno (1986) que a revolução dos cravos (1974), esse discurso acabou perdurando no tempo. Mas o ranço com que o brasileiro comum fazia piada de “portuga” até a primeira metade do século 21, devia-se fundamentalmente a muita desinformação e ainda maior desconhecimento.

Também por isso, esse Portugal europeu— seguro, moderno, escolarizado, culturalmente rico e sofisticado, liderante em tecnologia, capaz de albergar eventos de dimensão global e de se tornar um dos mais reconhecidos destinos do mundo— continuou invisível e escondido dos paulistanos por mais uns anos.

Mas hoje tudo é diferente, andando pelas ruas, nos táxis e em edifícios públicos, falando com homens de negócios, políticos e servidores, estrelas de televisão, autores, atores, poetas e escritores, você aí lendo esse texto, nos deparamos quase unanimemente com a mesma sentença: eu amo Portugal.

Na última década o Brasil descobriu esse Portugal diferente, filho da revolução dos cravos e que hoje é um lugar desejado por cada vez mais brasileiros. Hoje, em pleno século 21, fazendo juz ao seu legado, a mesma Casa de Portugal que representou essa imagem anacrônica dos tempos se prepara, de novo, para ser futuro.

Antecipando o ano das celebrações da liberdade lusa a “casa” inaugura um inovador ciclo de debates. Na mesma mesa, o escritor e ativista Tom Farias, biógrafo de Carolina Maria Carolina e o representante máximo do Estado de Portugal em São Paulo, o embaixador António Pedro Rodrigues da Silva. O tema é o futuro comum dos povos da língua portuguesa.

Essa conversa (11/9) que acontece na mesma semana em que o governo brasileiro regulamenta a concessão de visto de autorização de residência a nacionais da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, marca uma nova era. Belos tempos se anunciam para as austeras colunas sonhadas por Severo.

 

Por: JOSÉ MANUEL DIOGO

Relacionados - Artigos

A Competência não basta

Os mortos também merecem justiça!

2 de Novembro, 2026
As metodologias activas e o futuro das salas de aula em Angola: “As salas de aula precisam mudar”

As metodologias activas e o futuro das salas de aula em Angola: “As salas de aula precisam mudar”

2 de Novembro, 2026
Entre professores e alunas: quem mais pratica o assédio sexual nas escolas? A realidade nua e crua no contexto angolano

Memórias do Cativeiro II: a construção do “Quintal da Fome” e as estratégias de sobrevivência familiar no Uíge (1992)

2 de Novembro, 2026
Da arte de aplaudir o nada

Da arte de aplaudir o nada

2 de Novembro, 2026
É de hoje… E agora, INAAREES?

É de hoje… Luta contra pandemias

2 de Novembro, 2026
A Competência não basta

Cuanza-Sul desafia as cadeias de Angola

30 de Outubro, 2026
Carregar Mais

Maís Populares

  • PR de Moçambique visita Rússia com encontro com Putin na agenda

    PR de Moçambique visita Rússia com encontro com Putin na agenda

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
  • Morre empresário angolano Riquinho após complicações de saúde

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
  • Higino Carneiro mantém contestação

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
  • Musk acusa forças ucranianas de violar os termos de utilização da Starlink

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
  • MPLA confirma João Lourenço para o congresso de Dezembro

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
Siga OPAÍS no WhatsApp

Relacionados - Artigos

A Competência não basta

Os mortos também merecem justiça!

Por Jornal OPaís
2 de Novembro, 2026

...

As metodologias activas e o futuro das salas de aula em Angola: “As salas de aula precisam mudar”

As metodologias activas e o futuro das salas de aula em Angola: “As salas de aula precisam mudar”

Por Jornal OPaís
2 de Novembro, 2026

...

Entre professores e alunas: quem mais pratica o assédio sexual nas escolas? A realidade nua e crua no contexto angolano

Memórias do Cativeiro II: a construção do “Quintal da Fome” e as estratégias de sobrevivência familiar no Uíge (1992)

Por Jornal OPaís
2 de Novembro, 2026

...

Da arte de aplaudir o nada

Da arte de aplaudir o nada

Por Jornal OPaís
2 de Novembro, 2026

...

É de hoje… E agora, INAAREES?

É de hoje… Luta contra pandemias

Por Dani Costa
2 de Novembro, 2026

...

A Competência não basta

Cuanza-Sul desafia as cadeias de Angola

Por Jornal OPaís
30 de Outubro, 2026

...

Carregar Mais
Artigo Seguinte
Como comércio  ao longo do Corredor do Lobito dá alento a milhares de famílias

Como comércio ao longo do Corredor do Lobito dá alento a milhares de famílias

Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Bem-vindo de Volta!

Entre para a sua conta abaixo

Esqueceu a Palavra-passe?

Recuperar palavra-passe

Por favor, insira o seu nome de utilizador ou endereço de correio-electrónico para reposição da sua palavra-passe.

Entrar
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.