Tudo, neste planeta, é temporário; aquilo que se acumula irá terminar, tarde ou cedo, é uma questão de tempo. A memória colectiva, desde a antiguidade, está cheia de exemplos, grandes impérios desapareceram, os poderosos acabaram e seus poderes os acompanharam para o passado existencial.
Entretanto, não se aprende com o Senhor Tempo, ninguém tem consideração a Ele, marginalizam-no porque o coração e a mente humana são olvidantes, apesar de a existência sempre ensinar e continuar a ensinar o humano.
Por conseguinte, hoje, vê-se, no mundo globalizado, dito “civilizado”, atipicidade do agir de alguns Estados e líderes políticos, diplomatas, investidores, accionistas, etc., buscando, entre outros, o poder sobre os demais Estados, por conta da vontade exclusivamente dominante, tanto política, económico-financeira, militar quanto tecnológica.
O xadrez mundial é um jogo de poderes e interesses definindo as regras entre os sujeitos da socie dade internacional e de mais actores nacionais e regionais. Nele, os ditos poderosos jogam com todos e tudo, para suplantar os demais (Estados, governos e povos), subvertendo a ordem constitucional, enfraquecendo-os económica, financeira, política e militarmente.
Assim que, desde os últimos cinco anos, observa-se as ameaças cada vez mais significativas, no que toca à paz e segurança internacionais, tendo um impacto humanitário, material, financeiro e humano elevadíssimos para os países envolvidos em to do mundo, o que, de certa forma, impõe um repensar da geopolítica e geoestratégia, bem como o engajamento dos Estados, das regiões e sub-regiões afectadas.
Maior parte dos Estados membros das Nações Unidas compro metem-se em manter a paz e segurança internacionais, porém mui tos destes são, por sua vez, àqueles que, pelas suas acções bélicas e armamentísticas, estabelecem relações com organizações terroristas, fundamentalistas e grupos armados, vulnerabilizando outros Estados, alimentando às guerras e conflitos internos, em nome do “Lucro, do Poder e do Domínio”.
Nos acontecimentos recentes, na América Latina, a violência está principalmente associada aos “grupos muito organizados”, como gangues e cartéis de drogas, que alimentam os conflitos na região, associado a isso, os conflitos políticos internos nos Países como Chile, Colômbia, Haiti, Equador, Perú, Panamá, Honduras, México, etc., revelaram uma cri se de governação, face os protestos sociais, a vulnerabilidade socioeconómica e instabilidade institucional nos países latinos. Mas tudo isso não deixa à margem a interferência geopolítica externa.
Por: JOÃO FRANCISCO









