Nos últimos tempos, Angola tem sido destino de várias personalidades internacionais, incluindo Leonel Messi, IShow Speed, ex-Presiden te dos Estados Unidos da América (EUA), Joe Biden, e do actor Will Smith.
A vinda de Messi esteve ligada à comemoração dos 50 anos da Independência Nacional, que, infelizmente, não consegui mos aproveitar de forma a torná-la rentável. No caso de IShow Speed, como parte de sua turné pela África, conseguiu atingir os objectivos previstos com os seus vídeos alcançando cerca 4 milhões de visualizações nas plataformas digitais.
Já o presidente Biden deu início ao tão propalado projecto do “Corre dor do Lobito”. Agora, o Will Smi th veio com o objectivo específico de promover o turismo, no quadro do programa “Visit Angola”.
O “Visit Angola”, concebido para dinamizar o turismo e atrair in vestimento, representa uma opor tunidade para o país. Angola pode afirmar-se como Marca-país diferenciada se adoptar uma estraté gia de gestão de marca profissional e autónoma, capaz de valorizar a história, a cultura, a gastronomia, o semba, as linguagens e a hospi talidade angolana. Para tal, é fun damental posicionar-se, planear e comunicar de forma integrada.
Foi criada a marca, mas precisamos definir de maneira clara quais são os destinos do país que vamos promover, o que os torna únicos, para quem vamos comunicar e qual a experiência que vamos proporcionar.
Em seguida, devemos estabelecer os objectivos, como número de turistas, receitas e impacto social, e organizar a oferta, abrangendo infra-estruturas, serviços, segurança, rotas, gestão ambiental e cultural. A comunicação, por sua vez, vai
alinhar as mensagens entre as instituições, criando uma narrativa clara e consistente, a fim de gerar integração. O posicionamento define o que se vai dizer, o planeamento esclarece o que vai fazer, e a comunicação redimensiona como se vai mostrar.
Seguindo este modelo, o turismo ganha identidade, atrai o público certo e gera impacto económico sustentável. Porque sem posicionamento claro, plane amento estruturado e comunicação integrada, a promoção do turismo torna-se dispersa, ineficaz e incapaz de gerar resultados sus tentáveis.
Por: OLÍVIO DOS SANTOS








