A Língua Portuguesa, em Angola, tem sido encarada como um bicho de sete cabeças principalmente em concursos públicos. Essa visão faz com que os concurseiros fiquem desanimados com essa área do saber, e os que “entendem” a Língua Portuguesa são tidos como génios, mas isso não corresponde à realidade; porque basta a dedicação para entendê-la.
Diante de incertezas sobre a dificuldade no ensino e aprendizagem da Língua Portuguesa, dentre tantas, surgem as seguintes per guntas: •Por que a Língua Portuguesa é difícil em Angola?
•Será que os professores de Língua Portuguesa sejam incompetentes? •O que deve ser feito para descom plicar a Língua Portuguesa? Em Angola, tal como abordei no texto “Nomenclatura Gramatical Portuguesa ou Brasileira:
Angola precisa decidir”, digo agora: enquanto não houver uma definição gramatical, o ensino e a aprendizagem da Língua Portuguesa continuarão a ser um bicho de sete cabeças.
Quero com isso dizer que a Língua Portuguesa é difícil, por que não está claro o que deve ser ensinado. Como consequência, ensina-se todo conteúdo cujo te ma é Língua Portuguesa.
Assim, não se leva em conta que há tradições gramaticais distintas, o que promove uma confusão linguística em análises quer sejam fonéticas, morfológicas, sintácticas entre tantas outras.
Por outro lado, muitos professores de Língua Portuguesa não são formados nesta área, e isso torna difícil o processo de ensino e aprendizagem des sa disciplina, pois chegam a ser os maiores promotores das misturas gramaticais em Angola.
Fazem isso, devido ao facto de não saberem que determinadas terminologias pertencem à tradição europeia e outras à brasileira. Angola apenas precisa de pôr em prática a sua lei que orienta que ca da profissional deve actuar na sua área de formação. Assim, os especialistas em Língua Portuguesa devem ser os professores de Língua Portuguesa.
Por: TITÁBIAS TADEU
*Gramaticógrafo e professor de Língua Portuguesa








