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Perigo é usar quase tudo para consumo corrente do Estado

Jornal OPaís por Jornal OPaís
27 de Março, 2026
Em Opinião

Angola deve tratar estes 2,5 mil milhões como uma oportunidade rara, mas também como uma dívida que precisa gerar crescimento, receita fiscal e emprego suficientes para ser paga sem agravar a fragilidade externa do país. Quadro estratégico: o que este dinheiro é e o que não é. – É dívida em moeda forte, com maturidades de 7 e 11 anos e juros mais baixos que emissões anteriores, o que reduz a pressão de serviço da dívida no curto prazo, mas continua a ser obrigação pesada para o futuro.

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– O próprio Governo indicou que a finalidade principal é apoiar a execução do OGE 2026 e regularizar responsabilidades financeiras pendentes, ou seja, há uma dimensão orçamental (tapar buracos) e outra de gestão de passivos (melhorar o perfil da dívida). – Portanto, o uso prudente passa, primeiro, por estabilizar finanças públicas; depois, por transformar o espaço fiscal libertado em investimento produtivo e reformas que aumentem o crescimento potencial. Primeiro pilar: gestão da dívida e estabilidade macro Como economista, o primeiro uso responsável é “arrumar a casa” financeira, para reduzir risco de crise de pagamentos.

Regularizar atrasados internos e externos de forma seletiva.

– Pagar dívidas do Estado a fornecedores nacionais com maior impacto em cadeia (PME, construtoras com obras em curso, fornecimento de bens essenciais), ajudando a destravar crédito e emprego. – Priorizar pagamentos externos que possam prejudicar rating, acesso a financiamento e projetos estratégicos se não forem honrados.

Reperfilar dívida cara com dívida mais barata

– Usar parte dos recursos para recomprar ou refinanciar títulos antigos com cupões mais elevados, alongando prazos médios e reduzindo o custo médio da dívida pública. – Isto consolida a credibilidade que permitiu emitir com “taxas favoráveis” num ambiente internacional hostil e prepara futuras emissões em melhores condições. 3. Reforçar reservas cambiais e garantir estabilidade do Kwanza (indiretamente) – Embora o anúncio seja focado no financiamento do OGE, uma parte pode, via gestão do Tesouro/BNA, reforçar a posição externa e mitigar choques de termos de troca (petróleo) e de geopolítica (guerra no Médio Oriente).

– Estabilidade cambial mais previsível reduz inflação importada, melhora o ambiente de negócios e protege o poder de compra das famílias. Segundo pilar: transformar espaço fiscal em desenvolvimento (na prática) O perigo é usar quase tudo para consumo corrente do Estado. Como economista, a recomendação é vincular, política e tecnicamente, uma parcela relevante do “alívio” que esta emissão cria a investimentos e reformas com alto multiplicador do PIB e do emprego.

Algumas linhas prioritárias:

1. Infra-estruturas económicas com efeito catalisador Apoio a sectores não petrolíferos com maior potencial de exportação e emprego 3. Capital humano e inclusão produtiva da juventude 4. Ambiente de negócios e reformas estruturais Exemplos práticos de aplicação coerente – Se uma parte dos 2,5 mil m lhões for usada para pagar atrasados internos, isso ajuda a reanimar o sector privado; se o Estado, em paralelo, abrir concursos para PPP em logística ou energia, esses mesmos fornecedores podem concorrer em melhores condições.

– Se outra parte servir para refinanciar dívida cara, a poupança anual em juros pode ser “carimbada” para financiar programas de formação técnica e incentivos fiscais sectoriais, de modo a não se perder no consumo corrente geral do OGE. Terceiro pilar: garantir que o dinheiro “não se perde” A chave não é só onde gastar, mas como gastar. – Criar um quadro de governação e transparência específico para o uso destes fundos: relatórios públicos trimestrais sobre aplicação, metas físicas (km de estrada, MW de energia, número de jovens formados) e impactos esperados.

– Reforçar instituições de supervisão (Tribunal de Contas, inspeções, sistemas de contratação pública) para minimizar desvios e sobrecustos, aumentando a confiança dos investidores internacionais que já demonstraram abertura ao país. Na prática, a melhor forma de aplicar estes 2,5 mil milhões é combinar: – consolidação orçamental e redução de riscos de liquidez, – investimento direcionado em infraestruturas produtivas e sectores com alto potencial de exportação e emprego, – reformas institucionais e de capital humano que aumentem a produtividade e a confiança.

POR: DIOGENES LENGA

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