OPaís
Ouça Rádio+
Ter, 17 Mar 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Os descompassos do compasso das artes no Orçamento Geral do Estado de 2018

Jornal Opais por Jornal Opais
3 de Fevereiro, 2018
Em Opinião

Warning: Trying to access array offset on false in /home/opaisao/public_html/wp-content/themes/jnews/class/Image/ImageNormalLoad.php on line 70

Warning: Trying to access array offset on false in /home/opaisao/public_html/wp-content/themes/jnews/class/Image/ImageNormalLoad.php on line 73

A proposta de despesas do OGE para 2018 é no valor de 9 685 550 810 785,00 kz, com uma afectação de 2 593 896 903,00 kz (cerca de dez milhões de euros) para a Cultura, (0,00%). O OGE para 2018 tem mais de uma centena de Programas de Promoção, Fomento, Modernização, Reabilitação, enfim… para todos os gostos e feitios.

Poderão também interessar-lhe...

A industrialização de Angola: resultados concretos de uma estratégia de diversificação económica

De Deus veio a força para lutar

A mamã e a vassoura

POR: Belmiro carlos

Mas, e para desgraça dos artistas, nele não consta nenhum Programa específico de Promoção, Desenvolvimento e Fomento das Artes, como acontece com os desportos que, só para o Desenvolvimento e Promoção lhe é disponibilizada a fatia de 5.328.643.534,00 kz. Mais do que o Orçamento total de despesas da Cultura.

Na verdade as acções e o valor projectados para o fomento, promoção e desenvolvimento da Cultura, no seu todo, para além de reflectir as sérias dificuldades económicas que vive o país também deixa transparecer o modo errado como ainda as nossas autoridades encaram o factor Cultura no conjunto das premissas para o alavancar e a diversificação da nossa economia. Esse paupérrimo Orçamento evidencia mesmo a falta de habilidade das nossas autoridades para pôr em marcha, na prática, acções susceptíveis de debelar, de facto, numa perspectiva de curto/médio prazos e de crescimento sustentado, os estragos sociais e económicos que, no dia a dia, marcam negativamente a vida dos artistas angolanos, mergulhados numa inglória luta contra o desemprego e de apelos no deserto para a criação das famigeradas infraestruturas artístico-culturais, praticamente inexistentes em todo o país.

Assim, com esse Orçamento de 2018 não podemos dizer que a sobrevivência do Ministério da Cultura, no quadro do emagrecimento dessa nova máquina governativa, tenha representado uma vitória real para a Classe artística angolana, uma vez que pelo volume e qualidade dos serviços projectados no âmbito da Cultura, o MINCULT mais parece um ente governamental apenas mantido por conveniências escusas. Para confirmação ou não da nossa tese resta esperar pelo modus operandi que o Estado vai adoptar para a descodificação e implementação eficiente do Programa de Implementação do Sistema de Centros Culturais (1 191 187 986,00), do Programa de Implementação do Sistema Nacional de Programas Culturais Municipais ( 568 949 179,00) , da Promoção e Fomento das Actividades Artísticas e Culturais (40 906 683,00), da Promoção da Investigação no Domínio da Cultura(1 546 771 549,00),, sem incluir a “científica”( 140 543 000,00), e da Administração e Gestão da Politica e do Desenvolvimento Cultural Nacional (1 643 530 793,00). Politica e do Desenvolvimento Cultural Nacional (1 643 530 793,00).

É essa, lamentavelmente, a espinha dorsal do programa de governação das artes no nosso país, que nem chega a 1% do OGE. É esse o projecto de governação de um dos veiculos mais eficientes para o fortalecimento do sentimento patriótico duma Nação em que, como a nossa, subjazem esteriótipos susceptíveis de pôr em causa os pilares da sua sustentação. Não há assim mais dúvidas de que a gestão da Cultura precisa de se requalificar e se redefinir em termos das orientações estratégicas e das competências , de modos a ajustar-se às reais necessidades dos diferentes sectores dos fazedores da arte, nessa fase do nosso desenvolvimento. O actual modelo está caduco.

Olhando para os números, em euros, do Orçamento da Cultura de alguns países irmãos , compreende- se melhor a profundidade da nossa frustração: Brasil: 170 milhões; Africa do Sul: 150 milhões ; Portugal: 144 milhões ;Moçambique 7 milhoes . Em Angola, os artistas não poderão de maneira alguma estar e viver felizes com o Orçamento proposto pelo novo Executivo. De acordo com gente que sabe do assunto , “a crise não pode impedir o sector cultural de trabalhar. Ao contrário, precisa trabalhar cada vez mais, porque o que pode nos salvar dessa situação constrangedora que o país está vivendo é a arte, a cultura”. E a necessidade do suporte do Estado aos fazedores da Cultura é inquestionável, conforme atesta a Ministra da Cultura sul-africana: “(…)todos devemos aos nossos artistas, uma profunda dívida de gratidão por seus serviços. As homenagens não podem apenas assumir a forma de palavras proferidas nos seus funerais. Há uma prática cruel de não apreciá-los enquanto ainda estão vivos. Uma sociedade não pode ser chamada de uma sociedade atenciosa se não se importa com as suas lendas”.

Jornal Opais

Jornal Opais

Recomendado Para Si

A industrialização de Angola: resultados concretos de uma estratégia de diversificação económica

por Jornal OPaís
17 de Março, 2026

Quando o Presidente da República, João Lourenço, assumiu as rédeas do país em 2017, Angola enfrentava uma conjuntura económica particularmente...

Ler maisDetails

De Deus veio a força para lutar

por Jornal OPaís
17 de Março, 2026

Há histórias que não começam em palcos iluminados nem em gabinetes com ar-condicionado. Algumas nascem na poeira das ruas, no...

Ler maisDetails

A mamã e a vassoura

por Jornal OPaís
17 de Março, 2026

Na sexta-feira, por indicação do primo Alcides, vi um vídeo que me ficou na cabeça durante muito tempo. No vídeo...

Ler maisDetails

A institucionalização das línguas nacionais como instrumento de inclusão social e fortalecimento da governação em Angola

por Jornal OPaís
17 de Março, 2026

A governação moderna exige que o Estado seja capaz de comunicar com os seus cidadãos de forma clara, eficaz e...

Ler maisDetails

Lunda Sul dispõe de 500 mil hectares para a produção de grãos e cereais

17 de Março, 2026
DR

PR reestrutura Conselho de Administração da Empresa Portuária do Namibe

17 de Março, 2026

Acidente na EN-100 provoca uma vítima mortal na província do Icolo e Bengo

17 de Março, 2026

PR cria comissão para preparar Cimeira da Aliança das Civilizações agendada para Junho deste ano

17 de Março, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • OPaís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.