OPaís
Ouça Rádio+
Qui, 12 Mar 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

“O público que se lixe”

Jornal OPaís por Jornal OPaís
9 de Maio, 2025
Em Opinião

Em 1879, nos Estados Unidos, o presidente da companhia ferroviária New York Central, Comodoro Vanderbilt, decidiu cancelar uma linha de transporte por considerá-la economicamente inviável. Confrontado por um jornalista quanto ao impacto da medida, respondeu com indiferença: “O público que se lixe!”. No dia seguinte, o jornal Times publicou esta resposta em letras garrafais.

Poderão também interessar-lhe...

Na classe seguinte supera”: pensamento docente que aniquila

Carta do leitor: Quem salva o Cassequel do Buraco!

É de hoje…Desconfianças que minam

O resultado foi uma autêntica revolta social que comprometeu a imagem da empresa e inaugurou, de forma simbólica, a era da responsabilidade pública na comunicação institucional. Passaram-se mais de 140 anos.

E, no entanto, essa frase parece ainda ecoar nas entrelinhas de determinadas práticas institucionais, ainda que não verbalizada com as mesmas palavras. Porém, continua a manifestar-se de forma subtil em práticas institucionais marcadas pela ausência de escuta, pela demora na prestação de contas e por um certo desconforto em lidar com o contraditório.

Para a nossa realidade, trata-se de um fenómeno que urge observar com atenção, não apenas para criticar, mas sobretudo para corrigir. Hoje, já não basta governar bem. É preciso comunicar melhor.

A legitimidade de uma instituição mede-se também pela sua capacidade de comunicar com transparência, de dar a cara em tempos de crise e de esclarecer em momentos de dúvida. O Decreto Presidencial n.º 230/15 de 29 de Dezembro, que cria os Gabinetes de Comunicação Institucional e Imprensa (GCII) no nosso país, reconhece, no papel, o valor estratégico da comunicação no sector público.

No entanto, para além do quadro legal, é necessário garantir condições para que os técnicos de comunicação exerçam com autonomia e autoridade as suas funções, sendo que, na maioria das vezes, muitos desses profissionais veem os seus pareceres desconsiderados, mesmo quando fundamentados, e são frequentemente excluídos dos círculos onde as decisões são tomadas.

Entendemos que, num tempo em que a comunicação é uma ciência e uma arte, mais do que um desafio técnico, trata-se de um desafio cultural: o de entender que a comunicação não é acessório, mas um instrumento central de legitimidade, reputação e confiança institucional.

Por isso, urge investir, com seriedade, em programas de media training e personal branding para os titulares de cargos públicos, com o fito de preparálos para uma relação mais fluida com os media e com a opinião pública. Assim como é fundamental fortalecer os gabinetes de comunicação com quadros competentes, devidamente valorizados, e com meios adequados para cumprir a sua missão. Mais do que um alerta, a presente reflexão é um apelo.

Um apelo à acção. Um apelo para que se conceda autonomia orgânica e técnica aos gabinetes de comunicação para que se inclua o parecer do profissional da área no processo de tomada de decisão. Para que se invista na formação comunicacional de quem representa o Estado diante da imprensa e da opinião pública.

É hora de as instituições reconhecerem o papel estratégico da comunicação e de criarem condições para que ela seja exercida com profissionalismo, ética e visão. A história já demonstrou, e continua a ensinar, que ignorar o público é um erro com custos elevados.

O público não se “lixa”. O público observa, questiona e, mais cedo ou mais tarde, responde, e quando essa resposta vier, é bom que as instituições estejam preparadas para não serem notícia pelas razões erradas.

Por: AMADEU CASSINDA

Jornalista e comunicólogo

Jornal OPaís

Jornal OPaís

Recomendado Para Si

Na classe seguinte supera”: pensamento docente que aniquila

por Jornal OPaís
12 de Março, 2026

Em muitas escolas, sobretudo do ensino primário, verifica-se a prática de promover alunos para a classe seguinte mesmo quando não...

Ler maisDetails

Carta do leitor: Quem salva o Cassequel do Buraco!

por Jornal OPaís
12 de Março, 2026
DR

À coordenação do jornal OPAÍS, saudações e votos de óptima disposição! O Cassequel do Buraco, na Maianga, em Luanda, já...

Ler maisDetails

É de hoje…Desconfianças que minam

por Dani Costa
12 de Março, 2026

Há poucos dias, o debate sobre um hipotético pacto de transição ou de regime esteve à baila. É proposto pela...

Ler maisDetails

Fracassos da FAF

por Jornal OPaís
12 de Março, 2026

O futebol é o desporto-rei. É uma indústria. Todos os anos movimenta receitas. Cria empregos directos e indirectos. Hoje, este...

Ler maisDetails
Pedro Nicodemos

Comissão Nacional Eleitoral debate nove pontos em sessão plenária ordinária

12 de Março, 2026

Egipto pede diálogo para pôr fim à guerra no Oriente Médio

12 de Março, 2026

Ataques jihadistas atingem bases militares nigerianas no Nordeste

12 de Março, 2026

Na classe seguinte supera”: pensamento docente que aniquila

12 de Março, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • OPaís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.