Ao longo da vida, vamos passando por fases. E quase sempre, quando damos um passo em frente, algo à nossa volta começa a ficar para trás. Toda vez que evoluímos um pouco mais, que mudamos a forma de pensar, de agir ou de nos posicionar, surgem também as incompreensões. Aparecem os olhares atravessa dos, os silêncios estranhos, os julgamentos disfarçados de preocupação. Faz parte do processo, ainda que doa.
O Elton Euler usa muitas vezes uma frase que diz assim: toda a demora nos resultados esconde uma espera nas relações. E esta frase é daquelas gigantes, com uma abrangência profunda. Porque crescer não é apenas alcançar metas, é também lidar com o
tempo que as pessoas levam para nos reconhecer numa nova ver são. Nem todos conseguem acompanhar a nossa transformação ao mesmo ritmo que nós. Crescer, mudar, evoluir implica abrir mão. Abrir mão de pessoas. Abrir mão de hábitos.
Abrir mão de atitudes que já não combinam com quem nos esta mos a tornar. E isso mexe com a zona de conforto, não só a nossa, mas também a de quem sempre nos conheceu de outra forma.
Há quem se sinta ameaçado. Há quem se sinta deixado para trás. Há quem prefira desacreditar, por que aceitar a nossa mudança obriga a olhar para a própria estagnação. Quem nos conheceu na versão anterior quase sempre desconfia da versão actual. Questiona a nova postura, duvida da nova habilidade, estranha a nova forma de estar.
Não porque sejamos incoerentes, mas porque mudámos, e mudança exige adaptação. Nem todas as pessoas vão perceber o teu processo. Nem todas vão compreender os teus silêncios, as tuas escolhas, os teus afastamentos. E está tudo bem.
O processo é teu. O crescimento é teu. A responsabilidade de continuar também. Não te percas a explicar-te a quem não quer escutar. Não te diminuas para caber em lugares onde já não pertences.
Evoluir não é trair quem fomos, é honrar quem esta mos a tornar-nos. Segue com verdade. Segue com consciência. Segue com coragem. Que Deus abençoe a sua jornada e lhe dê a força necessária para superar os desafios. N’gassakidila.
Por: LÍDIO CÂNDIDO “VALDY”









